Eleição para a presidência da Câmara será presencial no dia 1° de fevereiro

A decisão era defendida pelos apoiadores do candidato à presidência da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Rodrigo Maia se mostrou contrariado com o parecer da Mesa Diretora

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu nesta segunda-feira (18), que as votações para a presidência da Casa será realizada de forma presencial no dia 1° de fevereiro. Por quatro votos a três, a decisão foi contra a vontade do atual presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Rodrigo Maia defendia o voto de forma virtual, pelo menos para deputados do grupo de risco. “Se decidiu, por maioria, contra o meu voto, não ter nenhuma flexibilidade de votação remota para os deputados e deputadas do grupo de risco”, disse Maia.

São 513 deputados federais que devem votar no dia primeiro de fevereiro, “O número de deputados do grupo de risco não é tão grande, mas vamos ter que mobilizar mais de 2 mil funcionários diretos e indiretos, a imprensa. Acaba tendo uma circulação mínima de 3 mil pessoas”, acrescentou.

Dessa forma Arthur Lira (PP-AL), apoiado por Jair Bolsonaro, se beneficiou da decisão, o deputado que desde o começo lutava pela votação presencial, levantou suspeitas sobre ataques hackers. Apoiadores de Lira também defendiam a votação de forma presencial, pois na avaliação deles, seria uma vantagem para o candidato do Planalto, visto que muitos votos são revertidos na reta final.

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