O vice-presidente Hamilton Mourão durante entrevista coletiva após reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal.

Eleições 2022: Mesmo com ameaças de Bolsonaro, Mourão afirma que pleito será realizado

Na última sexta-feira (9), Bolsonaro acusou o Tribunal Superior Eleitoral de participar de fraudes e disse que as “eleições do ano que vem serão limpas ou não teremos eleições”

Na manhã desta segunda-feira (12), o vice-presidente Hamilton Mourão disse que haverá, sim, eleições em 2022. A afirmação foi feita em entrevista à CNN.

Durante conversa com apoiadores no Palácio da Alvorado, na quinta-feira (8), Bolsonaro afirmou que as “eleições do ano que vem serão limpas”, fazendo referência ao voto impresso, “ou não teremos eleições”.

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Os ataques de Bolsonaro também atingem autoridades da Suprema Corte, como o ministro Luís Roberto Barroso, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bolsonaro já afirmou que Barroso tem “interesse pessoal” em barrar a impressão do voto.

“Por que o Barroso não quer mais transparência nas eleições? Porque tem interesse pessoal nisso. Ele está se envolvendo numa causa como essa e interferindo no Legislativo, isso é concreto, porque depois da ida dele ao Parlamento várias lideranças trocaram os integrantes por parlamentares que vão votar contra o voto impresso”, disse Bolsonaro.

Mourão disse ainda que não tem opinião formada sobre a adoção, a partir de 2026, de um sistema semipresidencialista no Brasil. “Ainda não me debrucei sobre o assunto. Portanto, não tenho opinião formada”.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), sugeriu que, o Brasil alcançar a estabilidade política, uma das opções seria a mudança do sistema de governo, como adoção do “semipresidencialismo” a partir de 2026.

“Nesse regime, se for o caso, é muito menos danoso que caia um primeiro-ministro do que um presidente. Quando um presidente cai, assume um vice-presidente que pode não estar alinhado com as propostas do eleito”, disse.

O semipresidencialismo mescla elementos do parlamentarismo e do presidencialismo. Dessa forma, há um presidente, geralmente eleito pelo povo, e um primeiro ministro, eleito indiretamente, pelo parlamento. A gestão de demandas internas e o comando do governo caberia ao primeiro-ministro.

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