Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta turistas no Palácio da Alvorada

Eleições 2022: para Bolsonaro eleitor que votar em Lula “merece sofrer”

Na quinta-feira (15), o STF decidiu rejeitar o recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) que buscava reverter a anulação das condenações do ex-presidente Lula impostas pela Justiça Federal do Paraná

Na manhã desta segunda-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que o eleitor que votar no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “merece sofrer”. Com a anulação das condenações de Lula, Bolsonaro ganha um potencial adversário para as eleições de 2022.

Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro comentou o julgamento realizado semana passada. O Tribunal Federal (STF) decidiu, por oito votos a três, anular as condenações impostas ao ex-presidente no âmbito da Operação Lava Jato.

“Foi 8 a 3 o placar lá [no STF], né?”, iniciou Bolsonaro. “Você interprete como você quiser. Agora, pelo amor de Deus, um povo que, porventura, vote em um cara desses é um povo que merece sofrer”.

Bolsonaro alegou que não pode resolver os problemas do país de forma imediata. “Alguns querem que dê um cavalo de pau no Brasil. Não dá para dar um cavalo de pau no Brasil”.

“Muita gente vê o problema imediato ali. Para eu resolver, só se eu impusesse uma ditadura. A gente não vai fazer isso. Não tem cabimento… Não existe, não tem ditadura boa, não tem”, prosseguiu.

STF

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Sobre indicações que fará ao Supremo, o chefe do Executivo sinalizou que os ministros nomeados por ele vão equilibrar a Suprema Corte.

“Você pode ver: eleições do ano que vem, quem se eleger, indica dois para o Supremo no primeiro trimestre de 23. Então, pô, se for um cara da minha linha, vai ter quatro lá que”, disse Bolsonaro fazendo gesto com a cabeça.

Bolsonaro indicou, em outubro de 2019, Kassio Nunes Marques para a vaga de ex-ministro Celso de Mello.

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Bolsonaro fará a segunda indicação com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello. Ele prometeu que vaga será ocupada por um nome “terrivelmente evangélico”, em sinalização a um dos principais grupos que lhe dão suporte político.

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