Eleições na Câmara e no Senado fazem negociações avançarem pelo recesso

Candidatos buscam conquistar apoios de outros partidos, tentando alcançar maioria para as eleições que ocorrem em 1º de fevereiro

A data da eleição de presidentes para as duas Casas do Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) é no dia 1º de fevereiro, conforme determinado na Constituição Federal de 1988. As eleições da Câmara e do Senado são consideravelmente relevantes para a política brasileira. O mês de janeiro, apesar do recesso e a pouca movimentação política em Brasília, promete ser atípico para o preparo das eleições de fevereiro.

No Senado, o nome mais cotado para assumir a cadeira da Casa é de Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O candidato tem o apoio de Davi Alcolumbre (DEM-AP), atual presidente do Senado. O MDB ainda está em fase de decisão sobre qual o nome vai apoiar para as eleições. No páreo, Simone Tebet (MS), Eduardo Gomes (TO) e Fernando Bezerra (PE). Hoje o MDB tem a maior bancada da Casa.

Já na Câmara, há dois candidatos definidos. Arthur Lira (PP-AL) é o candidato que tem o apoio de Bolsonaro. Lira vai começar suas viagens pelo país para encontros com lideranças políticas. O grupo de Lira estima conseguir apoio de pelo menos 61 deputados dos três partidos: PSB, PSDB e PSL. Já com o apoio do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Baleia Rossi (MDB-SP) irá concorrer à cadeira da Casa em fevereiro. Rossi espera ter o apoio do PT. O partido resiste ao nome do candidato, já que ele votou a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Rossi vai ganhar um apoio para a sua articulação, por meio do ex-presidente Michael Temer, que vai conversar com deputados em nome do postulante do MDB. O grupo de partidos que deve apoiar Rossi soma 268 deputados, que ultrapassa os 257 mínimos para eleger o presidente da Câmara. O Bloco de Lira conta com 205 deputados.  

Para Cláudio Monteiro, cientista político, essas movimentações só terão efeito prático nas agendas de interesse dos próprios políticos. “A gente vê um janeiro atípico na pauta política por causa das eleições das Mesas Diretoras. Ambas as negociações estão voltadas para os interesses dos pares e não vemos, nas negociações, projetos e reformas que, de fato, impactem na vida dos brasileiros”, afirma.

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