Em caso de 2º onda da pandemia, auxílio emergencial será prorrogado

“Se houver segunda onda, não é possibilidade, é certeza (recriar o auxílio emergencial)” afirma Paulo Guedes

Auxílio emergencial pode ser prorrogado caso aconteça segunda onda da pandemia do coronavírus, afirma o Ministro da Economia, Paulo Guedes. Nesta quinta feira (12), o ministro considerou a ideia, porém em valores menores que o valor pago atualmente de R$ 300, assim podendo mantê-lo por mais tempo.

“Se houver segunda onda, não é possibilidade, é certeza (recriar o auxílio emergencial). Acredito que, se houver segunda onda da pandemia, o Brasil reagirá como da primeira vez. Vamos decretar estado de calamidade pública e vamos recriar (o auxílio emergencial)”, constatou Guedes.

O ministro em sua avaliação acredita que probabilidade de segunda onda é baixa, a previsão de encerramento do auxílio emergencial é no dia 31 de dezembro.

“A nossa realidade, o nosso plano A para o auxílio emergencial, é acabar em 31 de dezembro e voltar para o Bolsa Família ou para o Renda Brasil. Com a pandemia descendo, o auxílio emergencial vai descendo junto. A renovação de auxílio não é nossa hipótese de trabalho, é contingência. Com uma segunda onda, de novo nós vamos reagir da mesma forma como reagimos”, afirmou.

A princípio o auxílio emergencial seria de R$200, posteriormente o Congresso subiu o valor para R$500 e por fim R$600 decidido pelo presidente, Jair Bolsonaro, Guedes afirma ter sido “jogo político”.

Paulo Guedes diz que Brasil ainda vai surpreender a todos, e compara a distribuição do recurso com os EUA que enviou cheques pelo correio, “Fizemos o dinheiro chegar digitalmente” recorda.

Para o ministro a atuação dos supermercados foi excepcional, levando em consideração que não houve falta de alimentos nas prateleiras e graças a eles a economia não parou “mantiveram a economia em funcionamento” disse Paulo Guedes. Quando questionado pelo abuso nos preços de produtos específicos, Guedes afirma que utilizará da redução de tarifas de importação para balancear os preços.

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