Em conversa com apoiadores no Palácio do Planalto, Bolsonaro diz que voto impresso irá garantir a segurança das eleições 2022

O presidente comentou também sobre a vacinação em janeiro e proferiu críticas à imprensa

Em conversa com os apoiadores nesta quinta-feira (7), antes do expediente no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que se o voto impresso não for aprovado no Brasil o resultado será pior do que nos Estados Unidos. O presidente concorda com a tese de Donald Trump, de que houve fraude nas eleições dos EUA.

Bolsonaro disse que até os mortos votaram nas eleições americanas, “Olha só, pessoal, o pessoal tem que analisar o que aconteceu nas eleições americanas agora: basicamente qual foi o problema, a causa dessa crise toda: falta de confiança no voto. Então, lá o pessoal votou e potencializaram o voto pelos correios por causa da tal da pandemia, e houve gente lá que votou três, quatro vezes, mortos votaram, foi uma festa lá, ninguém pode negar isso daí.”.

Bolsonaro em 2018, no ano em que foi eleito, apontou que houve fraude nas eleições e disse que possuía documentos que comprovavam isso, “Então, a falta dessa confiança levou esse problema que tá acontecendo lá. Aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 22, vai ser a mesma coisa. A fraude existe. Daí a imprensa vai falar: ‘sem provas, fala que a fraude existe’. Eu não vou responder esses canalhas. Eu só fui eleito porque tive muito voto em 18.”.

Em 2020, Bolsonaro disse que entregaria documentos que comprovariam que houve fraude no pleito de 2018, ele sustenta que deveria ter sido eleito em primeiro turno. O mandatário, contudo, não chegou a apresentar os documentos.

Vacinação em janeiro

Nesta mesma conversa com os apoiadores, Bolsonaro disse que a vacina será disponibilizada para quem quiser tomar. Para o presidente poucas pessoas irão optar por serem imunizadas contra a covid-19, Jair Bolsonaro realizou uma pesquisa por conta própria em sua viagem para Santa Catarina.

“Alguém sabe quantos por cento vai tomar a vacina? Pelo que eu sei, menos da metade vai tomar vacina”. disse Bolsonaro. Ele afirmou ainda que vacina vai ter, toma quem quer, “Mas pra quem quiser, em janeiro vai ter. Está prevista a chegada de 2 milhões de doses, agora em janeiro. O pessoal pode tomar, sem problema nenhum.”.

O presidente garantiu que o plano de vacinação brasileiro é difente de qualquer outro já visto, “E outra: temos um plano de vacinação, via SUS, que ninguém tem no mundo. Temos aí centenas de salas de vacinação pelo mundo. Não faltam”, ressaltou.

Bolsonaro critica a imprensa

O presidente nesta manhã, falou aos apoiadores que o âncora do Jornal Nacional, William Bonner, é “sem vergonha”. A fala foi proferida em reação a uma reportagem apresentada na noite de quarta-feira (6/1) sobre a suspensão da compra de seringas pelo governo federal.

“William Bonner, sem-vergonha, vai ter seringa pra todo mundo. William Bonner, por que teu salário foi reduzido? Porque acabou a teta do governo. Vocês têm que criticar mesmo. Quase R$ 3 bilhões por ano para a imprensa e, em grande parte, pra vocês. Acabou a grana, William Bonner”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro criticou ainda a diferença salarial de Bonner e sua parceira de bancada Renata Vasconcelos.

“E outra coisa: que vergonha, você defende tanto o salário igual de homem e mulher, né? Por que a Renata ganha a metade do que você ganha? Por que você não fala do 1 bilhão e 700 milhões de reais rou… desvi… roubados pelo seu patrão Marinho, de acordo com o doleiro Dario Messer?”, disse Bolsonaro.

O chefe de Estado afirmou que suspendeu a compra das seringas pois elas estavam sendo super faturadas pelos vendedores.

“Vocês falam que eu não comprei a seringa agora, porque quando eu fui comprar o preço dobrou. E se eu compro, vão falar que eu comprei superfaturado. Não dou essa chance pra vocês. O Brasil é um dos países que mais produz seringas. Não vai ter falta”, afirmou.

Sobre a cobertura da impressa na pandemia de covid-19, o presidente disse que a emissora de TV Globo está preparando uma festa para anunciar as 200 mil mortes.

“Para a imprensa, para a Globo, interessam as mortes. A Globo tá preparando a festa dos 200 mil mortos. Deve acontecer de amanhã ou depois. Vai ser festa na Globo, preparada já”, disse.

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