Em reunião do Brics, Bolsonaro critica e cobra mudanças da OMS, OMC e ONU

Para Bolsonaro, a reforma da OMC é fundamental para a retomada do crescimento econômico global

Durante uma fala na cúpula dos Brics, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu mudanças em organismos internacionais sob a justificava de “democratizar a governança internacional”. Bolsonaro pediu reformas na OMS (organização Mundial da Saúde), OMC (Organização Mundial do Comércio) e na ONU (Organização das Nações Unidades).

O Brics foi criada em 2006 sem a presença da África do Sul, que passou a integrar o grupo a partir de 2011. O grupo representa 42% da população mundial.

“Precisamos reformar as entidades internacionais, a exemplo da OMS e da OMC. A reforma da OMC é fundamental para a retomada do crescimento econômico global. É necessário prestigiar propostas de redução dos subsídios para bens agrícolas, com a mesma ênfase que alguns países buscam promover o comércio de bens industriais”, afirmou Bolsonaro.

Pandemia

O presidente Bolsonaro, desde o inicio da pandemia, criticou as ações da OMS, e ele, descumpriu as orientações que o órgão havia dado como usar máscara e evitar aglomerações. O Brasil registrou 166 mil mortos em decorrência do novo coronavirus.

“Em 2020, o mundo enfrenta uma crise de contornos desafiadores. Mais uma vez, os países do Brics podem desempenhar papel central nos esforços da superação da Covid-19 e da retomada da economia. O caminho para o crescimento econômico depende da cooperação focada em benefícios mútuos e no respeito das soberanias nacionais. Nesse aspecto, o Brics se destaca pela variedade de setores e atividades abrangidas pela iniciativa do grupo. Nossa cooperação deve incentivar a liberdade de criar e empreender. Estou certo de que há espaços para ampliarmos medidas de promoção comercial entre nossos mercados, incentivando uma maior interação entre setores privados de nossos países”.

Amazônia

Bolsonaro também falou sobre meio ambiente e o desmatamento da Amazônia. A politica do Governo Federal na região amazônica tem gerado pressões de países como a França. Em 2012, o presidente francês Emmanuel Macro fez cobranças diretas a Bolsonaro.

“Estaremos revelando nos próximos dias os países que têm importado madeira extraída de forma ilegal da Amazônia, e alguns desses países, os mais severos críticos ao meu governo tocando a esse região amazônica. Creio que depois dessa manifestação, que interessa a todos, essa prática diminuirá muito nessa região”.

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