BRASÍLIA, DF, BRASIL, 26-06-2014, 08h30: Acidente envolvendo dois carros no Eixão Sul, em Brasília, deixou 4 feridos e uma vítima fatal. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Em rodovias federais, DF registra 1.040 acidentes, sendo 826 com vítimas e 39 mortes

Levantamento feito pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), aponta que acidentes de trânsito causaram ao País um custo de R$ 137 mi, em 2020

Nesta semana a Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgou um levantamento informando que acidentes em rodovias federais, no ano de 2020, causaram um custo de R$ 137 mi ao País. O cálculo de custos é feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que leva vários fatores em consideração. Ao todo, em 2020, o DF registrou 1.040 acidentes, sendo 826 com vítimas, sendo que 39 morreram e as demais tiveram ferimentos.

Segundo o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, caso uma pessoa morra em algum desses acidentes o custo é menor. Separado por tipo de ocorrência, o estudo considera como de maior gasto acidentes com vítimas, mas sem mortes: R$97 mi. Logo depois, vêm os casos com mortes; R$ 32 mi e, por fim, aqueles sem vítimas, R$6 mi.

“Perdas materiais: quando o carro bate no poste, por exemplo, o custo de reposição é levado em conta. Outra situação é de uma pessoa vai para o hospital público e precisa de uma cirurgia”, diz Bruno Batista.

Custos que podem ser considerados como “indiretos” também entram na conta. “Se a pessoa fica três meses sem trabalhar por causa de uma recuperação, a gente soma o tempo que ela ficou sem produzir. No pior caso, de uma morte, também calcula quanto tempo faltava para aposentar e quanto isso afeta na arrecadação”, destaca.

Bruno Batista afirma que os resultados do ano passado foram os melhores em 13 anos, “Foram 1.089 acidentes em 2019 contra 1.040 no ano passado, diferença irrisória. Os óbitos, no entanto, caíram de 52 para 39”, destaca Bruno. É o melhor resultado dos últimos 13 anos.

Para o diretor-executivo da CNT, a queda nos número é relacionada a pandemia e não atos governamentais, foi um ano atípico em que muitos deixaram seus locais de trabalho para o modo Home Office.

“Com menos carros nas ruas, tivemos menos acidentes com mortes. Foi um ano atípico, com poucas pessoas saindo de carro para trabalhar. O DF tem uma característica muito única de funcionalismo público, e muitos até hoje estão em home office”, diz.

O levantamento também traz informações sobre os índices nas unidades da federação, no DF foram cinco vezes mais acidentes a cada 100 quilômetros que a média nacional. Na capital, o índice foi de 405 casos e, em todo o país, ficou em 81. De acordo com Pamela Vieira, chefe da comunicação da Polícia Rodoviária Federal (PRF-DF), é preciso que campanhas de educação no trânsito sejam feitas.

“Dentre eles, educação para o trânsito, engenharia de trânsito e de veículo, mudança de cultura dos cidadãos, esforço legal, leis rígidas, fiscalização”, ressalta.

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