Empresas desaprovam decreto de Ibaneis Rocha

Decretado hoje por Ibaneis Rocha que bares e restaurantes devem encerrar as atividades a partir das 23h00, representantes do comércio pedem revogação

Após decreto publicado pelo Diário Oficial do DF (DODF) nesta terça-feira (1), determinando que bares e restaurantes devem ser fechados as 23h para evitar reprodução do novo corona vírus, em videoconferência realizada com o secretário da saúde, Osnei Okumoto, empresários do setor produtivo pedem revogação do decreto n° 41.535.

Jael Silva, presidente do Sindicato Patronal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar), afirma que as pessoas não aguentam mais ficar em casa, e que bares que estão extrapolando devem ser penalizados, “Temos alguns que estão extrapolando. Esses têm que ser penalizados, mas não pode o segmento todo pagar por poucos”, pontua.

Outras opiniões afirmam que restaurantes e bares estão seguindo o protocolo de segurança e não podem ser os únicos penalizados, outros fatores também influenciam a disseminação do vírus.

“As pessoas emendam, acabam viajando e confraternizando mais. O segmento de bares, hotéis e restaurantes não pode ser eternamente culpado por esse aumento da Covid”, afirma o Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Distrito Federal (CDL-DF), João Carlos Magalhães.

A decisão foi tomada pelo governador Ibaneis Rocha, após taxa de reprodução do vírus alcançar 1.3, o governador preferiu acionar o decreto nesse momento antes que seja pior e todos sejam pegos de surpresa, “A qualquer sinal de piora da pandemia aqui no DF, vamos rever as medidas e tomar providências ainda mais duras, se for o caso” afirma Ibaneis.

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), Francisco Maia, apoia decisão de Ibaneis, mas afirma que fechar o comercio próximo ao natal é inaceitável, e que medidas de conscientização devem ser tomadas.

“Não queremos abandonar esse barco, porque somos responsáveis pela economia do Distrito Federal. O que for possível fazer, nós vamos fazer”, disse o presidente da Fecomércio-DF.

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