O futuro ministro das Relações Exteriores, embaixador Ernesto Fraga Araújo, concede entrevista à imprensa no CCBB.

Ernesto Araújo pede demissão do Itamaraty

Pressionado por parlamentares, ministro Ernesto Araújo pede demissão do cargo. Ele vinha provocando embates diplomáticos com a China e também era criticado por não conseguir um desfecho rápido com relação às vacinas

Na manhã desta segunda-feira (29), o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, decidiu pedir demissão do cargo. A informação foi repassada pelo chanceler a seus subordinados. Ele segue no Palácio do Planalto. Ernesto Araújo vinha sendo duramente criticado pelos embates diplomáticos com a China e pela incapacidade de conseguir desfecho mais rápido nas negociações com países como a índia.

Com a saída do ministro, o Palácio do Planalto gostaria de nomear outro diplomata para o cargo. Os nomes mais cotados são o de Nestor Foster, que representa o Brasil nos Estados Unidos, e Luis Fernando Serrada, que está na França.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estava resistente em demitir Araújo, mas foi aconselhado pelos assessores mais próximos, inclusive os ministros militares, a abrir mão do subordinado, um dos mais radicais do governo, para manter boa relação com o Congresso neste momento em que a popularidade do governo vem caindo.

Araújo chegou a declarar que a pressão do Congresso era por interesses relacionados à tecnologia 5G e não por causa das vacinas contra a Covid-19. Kátia Abreu (PP-TO), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, reagiu à declaração do ministro dizendo, em nota, que o Brasil não poderia mais ter “a face de um marginal” e voltou a pressionar a saída do ministro.

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