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Festas de fim de ano podem provocar agravamento da pandemia

Para os especialistas o recomendado é que as comemorações sejam feitas apenas com pessoas que residem na mesma casa

O final do ano chegou e com ele os números de mortes e casos de covid-19 também aumentaram. O último boletim epidemiológico apresentado pelo Ministério da Saúde, na noite deste domingo (20), mostra que o Brasil bateu a marca de 7.238.600 de pessoas contaminadas pelo novo corona vírus desde o início da pandemia. Nas últimas 24 horas, foram mais de 25 mil novos casos e 408 pessoas mortas pela doença.

O que preocupa neste momento é o deslocamento de pessoas que vão sair de suas casa e realizar festas com familiares e amigos, esse será o maior motivo da disseminação do vírus no encerramento do ano. Em Brasília, o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek deverá atingir 70% da sua capacidade de movimentação aérea. Segundo a Inframérica, foram incluídos 266 voos extras na capital. A circulação de passageiros para o período deverá ser de 565 mil pessoas.

Além da capital federal, no Rio de Janeiro esta prevista uma grande movimentação de carros nas estradas e de pessoas nos terminais rodoviários de todo o país. Na Ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro, a concessionária Ecoponte calcula receber cerca de 2 milhões de veículos entre hoje e o dia 3 de janeiro de 2021.

Especialistas alertam que comemorações em família só vai aumentar a propagação do vírus, acarretando novos casos e mortes. O professor Roberto Kraenkel, do Observatório Covid-19 BR, afirma que reuniões deveriam acontecer apenas entre pessoas que já residem juntas.

“No momento pelo qual o Brasil vem passando, o ideal seria que as pessoas se mantivessem em suas casas e que as confraternizações ocorressem apenas entre as pessoas que moram juntas. Se deslocar em viagens para encontrar outros familiares é um risco enorme, pois muitos jovens são assintomáticos”, ressaltou Kraenkel.

O especialista usou como exemplo o caso recente da atriz Nicette Bruno, de 87 anos, que faleceu em decorrência de complicações da doença, “A letalidade nas pessoas que são internadas é muito maior, ou seja, leito de UTI não é garantia de sobrevivência. Temos o caso da atriz (Nicette Bruno), que, mesmo com todo o amparo, não resistiu”, reconhece.

O infectologista, André Medeiros, diz que as pessoas ficaram empolgadas com a provável vacinação, relaxando e deixando as medidas restritivas de lado, “Vemos, hoje, um abandono total das pessoas em relação às medidas de contenção da pandemia. Com a possibilidade de uma vacina no horizonte, muitos passaram a se aglomerar e esqueceram que o vírus é a realidade, a vacina ainda é um sonho”, afirma Medeiros.

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