Fiocruz confirma variante britânica da Covid-19 no DF

Segundo estudos, a nova cepa é mais contagiosa e é preciso redobrar os cuidados, como o distanciamento social, uso de máscaras e álcool em gel

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmou o registro da variante B.1.1.7 do novo coronavírus no Distrito Federal. A nova cepa, que foi identificada primeiramente no Reino Unido, já havia sido detectada nos estados de Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

 A Secretária de Saúde não confirmou a informação divulgada pela Fiocruz. De acordo com a pasta, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) monitoram todos os casos de Covid-19 registrados na capital do país.

“Até o presente momento, não houve devolutiva com confirmação de sequenciamento com outra variante da Covid-19”, informou a secretaria.

A cepa B.1.1.33 é mais comum no Brasil e circula em território nacional desde março. A P.2 é a variante identificada pela primeira vez no Rio de Janeiro.

Para a infectologista da Sociedade de Infectologia do DF Valéria Paes, com essa confirmação, a população passa a ter um papel essencial no trabalho de prevenção. A Cepa britânica, segundo estudos, é mais transmissível que a original. “Precisamos focar na prevenção. Distanciamento social, uso de máscaras e de álcool em gel. Tudo isso diminui a circulação do vírus e a probabilidade de surgimento de mais mutações, o que é importante especialmente durante a vacinação”, frisa.

“Estamos no início da vacinação, não podemos relaxar agora, pois, se aparecerem cepas que não são atingidas pelos imunizantes, corremos o risco de perder o processo”, completa Valéria. 

Variante no entorno

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Goiás identificou a variante do Reino Unido do coronavírus em dois moradores de regiões do Entorno.

Os casos foram constatados em Luziânia e Valparaíso de Goiás, municípios localizados a menos de 60 Km do dentro de Brasília.

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