Ford encerra atividades no Brasil, mas concessionárias do DF manterão serviços

Carros continuarão a ser importados, principalmente da Argentina e do Uruguai. A Ford disse que todos os clientes seguirão com assistência de manutenção e garantia

Na segunda-feira (11), a montadora Ford anunciou que fechará suas fábricas no Brasil. A montadora mantinha fábricas em Camaçari (BA) e Taubaté (SP), para carros da Ford, e em Horizonte (CE), para jipes da marca Troller.

A empresa, que fechou 2020 como a quinta que mais vendeu carros no país, com 7,14% do mercado, continuará comercializando produtos no Brasil.

Veículos como Ka e Ecosport não serão mais produzidos, mas a montadora garantiu a continuidade de toda a assistência técnica aos automóveis.

Carlos Henrique (57), dono de dois carros da Ford, ficou preocupado com a notícia do fim das atividades da montadora no Brasil. Ele tem dúvidas quanto ao processo de manutenção. “A gente fica preocupado de como será daqui para frente com essa mudança”.

Lucas Oliveira (23), também se diz preocupado. Ele é dono de um Ka 2016 e imagina que futuramente terá dificuldade para revender o carro. “Hoje, não penso em vender, mas lá na frente pode atrapalhar”, comenta.

Fernanda Machado Farah, diretora administrativa da Smaff Ford do Setor Terminal Norte, diz que não há motivos para preocupação.  “A parte de assistência, por exemplo, continua igual. Existe todo um planejamento para avaliar a vida útil de um carro e ver até quando uma peça continuará a ser produzida”, explica.

Veículos como a Ranger, que ficarão disponíveis no país, a diretora garante que a fábrica argentina dará conta da demanda. “Aqui no Brasil não faziam essas peças, e sempre conseguimos fazer o atendimento normalmente. Portanto, prosseguirá da mesma forma”, destaca.

A mudança drástica faz parte de um novo posicionamento da Ford no mercado. “Os carros serão mais ‘premium’. O foco será voltado aos SUV’s e a ícones da marca, como o Mustang. A tendência, inclusive, é que mais modelos que não vinham para o Brasil passem a chegar, como os elétricos”, pontua Fernanda.

Valtercides Rafael de Almeida, gerente de serviços da concessionária, conta que outros modelos já não existiam mais e, mesmo assim, o mercado de peças sempre conseguiu suprir a demanda. Fornecimento das peças sempre foi normal. A Ford tem a preocupação de atender bem o cliente dela, que é bem fiel”.

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