Gastos de Bolsonaro com o cartão corporativo ficam 51% maiores que os de Temer e se aproximam dos gastos de Dilma

No atual governo, foram gastos em média, até agora, R$ 672,1 mil por mês, o que significa uma alta de 51,7% em relação ao governo Temer e 2,6 % menor quando comparados aos do governo Dilma

Informações reveladas pela Folha de S. Paulo, nesta segunda-feira (28), com base em dados do Portal da Transparência, mostrou que mesmo durante a pandemia do coronavírus, o gasto médio do cartão corporativo da Presidência da República foi de R$ 672,1 mil por mês, alta de quase 230 mil em relação ao governo de Michel Temer (MDB) e se aproxima de Dilma Roussef (PT). Essa quantia representa um crescimento de 51,7% em relação ao governo Temer (R$ 442.900) e é 2,6% menor que a fatura mensal da administração de Dilma (R$ 690.200).

Segundo o Palácio do Planalto, Dilma, Temer e Bolsonaro tiveram as mesmas regras para o uso dos cartões. Não houve mudança nos critérios desde 2008. Os presidentes não podem sacar dinheiro do cartão corporativo. A mudança foi feita por gastos abusivos durante o governo Lula.  

Bolsonaro gastou, durante a pandemia, mais do que em 2019. No ano passado, foram R$ 7,6 mi em despesas até em novembro. Já neste ano, no mesmo período, foram gastos R$ 7,86 mi.

Quando Bolsonaro testou positivo para a Covid-19, em julho, a conta do cartão chegou ao nível mais baixo do seu governo.

O Palácio do Planalto afirmou que a maior parte dos gastos no cartão de Bolsonaro se refere a custos por causa de viagens pelo país e internacionais.

Também há cobertura de desembolsos para eventos e manutenção oficial, o Palácio da Alvorada, cujo gastos, segundo o governo, tem sido menor do que de Dilma e Temer.

Cartão corporativo

Os cartões corporativos foram criados em 2001 no governo de Fernando Henrique Cardoso, para compra de passagens de avião, materiais e serviços emergenciais por órgãos e entidades da administração pública federal. O objetivo era possibilitar maior transparência de gatos que dispensam licitação e antes eram comprovados com a apresentação de notas fiscais.

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