Governo Bolsonaro critica na ONU medidas de combate à pandemia, como o lockdown

Governo Bolsonaro critica na ONU medidas de combate à pandemia, como o lockdown

Ministro Ernesto Araújo criticou isolamento, distanciamento social e o “tecnototalitarismo”. Damares garantiu que populações indígenas estão sendo imunizadas

Em discurso na abertura do Conselho dos Direitos Humanos – CDH, da ONU (Organização das Nações Unidades) nesta segunda-feira (22), o governo de Jair Bolsonaro questionou as medidas de isolamento e distanciamento social contra o novo coronavírus.

Ernesto Araújo, durante o evento, fez uma série de críticas. Ele questionou os lockdowns adotados por diversos países na intenção de conter o avanço da Covid-19. “Sociedades inteiras estão se habituando à ideia de que é preciso sacrificar a liberdade em nome da saúde”.

O ministro criticou o “tecnototalitarismo”, o qual ele enxerga como um “grande desafio” para a sociedade moderna. “Nossa tarefa é garantir que essas tecnologias sirvam para libertar e engrandecer o ser humano, e não para submetê-lo ou apequena-lo, transformando cada homem e cada mulher a uma simples combinação de dados a serem explorados”, disse.

“A maré crescente de controle da internet por diferentes atores, movidos por objetivos econômicos ou ideológicos, precisa ser detida”, ressaltou Araújo.

A ministra da Família, da Mulher e dos Direitos Humanos, Damares discursou sobre o plano de imunização do governo federal. A ministra listou as medidas que estão sendo tomadas para atender aos povos indígenas, como a distribuição de cestas básicas e assegurou que o governo está “garantindo” a vacinação.

Leia também:  Covid-19: Anvisa concede registro definitivo para vacina da Pfizer

Brasileiros

Foi a primeira vez que o país se apresentou ao conselho com dois oradores, de acordo com a própria ONU.

De acordo com a organização, fica a critério do país decidir se irá dividir o tempo de discurso (cerca de 7 minutos) entre um ou dois oradores.

Segundo o Itamaraty, “a indicação de ambas as autoridades ministeriais para o evento decorre da pertinência temática e da relevância dos temas discutidos no CDH para ambas as pastas governamentais”, informou ao jornal Correio Braziliense.