Governo de São Paulo nega morte de voluntário por recorrência da vacina CoronaVac

Dimas Covas, afirma ter sido pego de surpresa sobre a suspensão dos estudos da vacina CoronaVac

Nesta terça-feira (10) em coletiva governo de São Paulo nega que o voluntário Jean Gorinchteyn tenha morrido por consequências da vacina chinesa CoronaVAc, mas que a morte ocorreu por outros motivos que não se relacionam com a vacina. Os estudos foram paralisados pela Agência de vigilância sanitária (Anvisa) sob alegação de efeito adverso.

João Gabbardo, Coordenador-executivo do Centro de Contingência Covid-19 do estado de São Paulo, explicou como foi possível concluir que não houve relação do efeito adverso que a Anvisa alega com a morte do paciente.

“É impossível que um medicamento possa ter causado uma vertigem em um paciente supostamente atropelado quase um mês depois de ter tomado o medicamento. Mesmo sem poder dar mais detalhes, estabelece-se uma questão temporal em relação ao uso da vacina, ou do placebo, e o evento adverso que aconteceu. Não há nexo causal”, declara.

Presidente do instituto Butantan, Dimas Covas, ficou insatisfeito com pronunciamento da Anvisa diante do caso, afirma ter sido pego de surpresa.

“Suspenderam o estudo clínico causando incerteza, medo nas pessoas, fomentando um ambiente que já não é muito propício pelo fato de essa vacina ser feita em associação com a China. Cometer esse descrédito gratuito a troco de quê? Não seria mais justo ligar e avisar que a reunião estava marcada para esclarecer? Não seria mais justo, mais ético, mais compreensivo?”, rebate.

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