O presidente da República, Jair Bolsonaro, durante a solenidade de posse dos ministros da Justiça e Segurança Pública; e da Advocacia-Geral da União no Palácio do Planalto

“Governo está completando dois anos e meio sem nenhuma acusação de corrupção”, afirma Bolsonaro sobre Covaxin

O contrato do governo para a aquisição da Covaxin, vacina fabricada na Índia, entrou na mira do Ministério Pública Federal e da CPI da Covid  

Na manhã desta quinta-feira, em visita a Jucurutu (RN), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a denúncia de irregularidade na aquisição da vacina indiana Covaxin.

O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), na quarta-feira (23), denunciou suposto favorecimento na compra das vacinas Covaxin pelo Ministério da Saúde. O irmão dele, Luis Ricardo Miranda, é servidor concursado da pasta e relatou pressões pela compra da vacina.

“Para a tristeza de alguns poucos, o governo está completando dois anos e meio sem nenhuma acusação de corrupção”, falou Bolsonaro.

“Não adianta inventar vacina, porque não recebemos uma dose sequer dessa, que entrou na ordem do dia da imprensa ontem. Nós temos um compromisso: se algo estiver errado, apuraremos, mas graças a Deus, até o momento, graças à qualidade dos nossos ministros, não temos um só ato de corrupção em dois anos e meio”.

O deputado alertou um ajudante de ordens do presidente sobre uma possível corrupção no processo de compra da vacina indiana. De acordo com registros de trocas de mensagem por WhatsApp, as investigações não foram para frente.

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Um documento do Ministério das Relações Exteriores mostra que o governo federal negociou a compra da vacina indiana Covaxin por um valor 1.000% mais alto do que o preço anunciado pela fabricante seis meses antes. Em agosto de 2020, a vacina foi orçada em 100 rúpias, o que equivale a US$ 1,34 a dose.

De acordo com informação revelada pelo jornal Estado de S.Paulo, o valor acordado com o Ministério da Saúde é mais alto, de US$ 15 por unidade, o que equivale R$ 80,70.

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Diferente das outras vacinas adquiridas pelo Ministério da Saúde, o contrato foi articulado com a Precisa Medicamentos, representante da Bharat Biotech no Brasil, e não com o próprio laboratório.

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