Greve dos metroviários completa um mês sem acordo

Audiência de conciliação realizada no TRT de forma virtual terminou sem acordo. Sindicato peda manutenção de direitos, mas a direção do Metrô-DF negou.

A greve dos servidores da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) completou um mês nesta quarta-feira (19). Na segunda-feira (17), foi realizada audiência virtual de conciliação por meio do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT).

Na audiência, o Sindicato dos Metroviários (SindMetrô) decidiu recusar a proposta da empresa e deu continuidade à paralisação, que começou no dia 19 de abril.

Segundo o Metrô-DF, foi proposto um acordo coletivo de trabalho para continuar discutindo as reinvindicações dos servidores como a “13ª parcela do auxílio alimentação e quebra caixa”. No entanto, segundo o sindicato, a categoria pede “manutenção dos direitos e benefícios já acordados”.  A proposta foi negada pela empresa, que alegou ser em função de decisão do Tribunal de Contas (TCDF).

Por meio de uma nota, o SindMetrô afirmou que, após exposição de que a suposta decisão do TCDF não existe, sugeriu que o Metrô-DF acatasse a proposição de manter os direitos e benefícios por 30 dias. “Porém, também negaram, sob o argumento de que não podem, pois, por mais que admitissem não haver decisão do TCDF, eles não querem afirmar compromisso”.

O documento ainda aponta que diretores do SindMetrô, em reunião com o presidente do TCDF, obtiveram “a informação de que não existe decisão, até o presente momento, que impeça o Metrô de fechar Acordo Coletivo com a categoria. Existem, apenas, achados para serem justificados através de defesa.”

O sindicato também disse que se colocou à disposição da Companhia e que “não há impedimentos para a empresa aceitar a proposta”.

“Seguiremos, então, na luta pela manutenção dos direitos e benefícios históricos, com elaboração de defesa nos processos judiciais, buscando sempre o mínimo razoável para que se possa garantir dignidade e sobrevivência dos metroviários que, hoje, estão pagando para trabalhar”, informou.

A nota do sindicato argumenta que a reinvindicação é pelo “mínimo e razoável”, para “garantir a dignidade e sobrevivência dos metroviários que, hoje, estão pagando para trabalhar”. O jornal Correio Braziliense procurou o Metrô, mas não recebeu retorno.

Frota

Os trens do Metrô do Distrito Federal funcionam com 80% da capacidade por determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), desde o dia 23 de abril. O serviço operava antes com 60% da frota.

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