MINSK, BELARUS - DECEMBER 29, 2020: A medical worker holds a component of the Russian Gam-COVID-Vak (Sputnik V) vaccine against COVID-19 in a city hospital. The first batch of the Russian Sputnik V vaccine has arrived in Belarus; a mass vaccination campaign is starting in the country. Stringer/TASS.No use Russia.

Imunizante contra a covid-19 Sputnik V, será produzido pela farmacêutica União Química no DF

A farmacêutica recebeu os insumos para começar a produção da vacina na sexta-feira (15), e afirma que a previsão é de 8 milhões de doses fabricadas por mês

Na próxima sexta-feira (15), a farmacêutica União Química irá começar a produção da vacina contra a covid-19, Sputnik V. O laboratório localizado no Distrito Federal, prevê uma produção de até 8 milhões de doses por mês. A União Química é uma das parceiras do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) para produção da vacina russa no Brasil.

O diretor de negócios internacionais da empresa, Rogério Rosso, afirma que a fase final de transferência tecnológica está em trâmite e a produção começará na sexta-feira. ““Os insumos, células e meios de cultura já estão na fábrica, e a previsão é realmente iniciar a produção na próxima sexta-feira”, afirmou Rosso.

Na Rússia o imunizante está passando pela fase três, e foi a primeira vacina a ser registrada no mundo, em agosto. Em alguns países da América Latina como, Argentina e Belarus, já foi iniciada a vacinação com a Sputnik V de caráter emergencial. Para que o os testes da fase três do imunizante sejam realizados no Brasil, é necessário autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Autorização

A União Química, em parceria com o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia, enviou à Anvisa no dia 29 de dezembro, o pedido formal para submissão do Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM). O pedido é relativo aos estudos da fase três do imunizante, no Brasil, para posteriormente receber o registro oficial da Agência.

A Agência afirmou que a análise do pedido está sendo feita, porém é necessário que informações complementares sejam enviadas. Em nota, a Anvisa afirmou que a empresa ainda não encaminhou os documentos solicitados, “Até o momento, a União Química não enviou as informações para a Anvisa. O status atual do pedido é ”aguardando o envio das informações solicitadas na exigência técnica”, diz trecho do comunicado.

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