Índice de desemprego atinge 14,2% no trimestre encerrado em janeiro e atinge 14,3 milhões de pessoas

Segundo o IBGE, o número de 14,3 milhões de pessoas é a maior taxa da série histórica iniciada em 1967. No entanto, o percentual de 14,3% permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior (agosto a outubro de 2020)

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (31), o desemprego no Brasil ficou em 14,2% no trimestre encerrado em janeiro. Trata-se da maior taxa da série histórica já registrada para o período. No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em dezembro, a taxa de desemprego estava em 13,9%, com 13,9 mi de desempregados.

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Na comparação com o trimestre anterior, de agosto a outubro de 2020 (14,3%), o IBGE considerou que a taxa de desemprego ficou estaticamente estável. Já em relação ao trimestre móvel de 2020 (11,2%), a alta foi de 3 pontos percentuais.

“Embora a taxa de desocupação tenha ficado estável em 14,2% frente ao trimestre anterior, é a mais alta para um trimestre até janeiro”, destacou o IBGE.

Já o contingente de pessoas ocupada aumentou 2% e chegou a 86 milhões. Isso representa 1,7 milhão de pessoas a mais no mercado de trabalho em relação ao trimestre encerrado em outubro.

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Com isso, o nível de ocupação no país, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, ficou em 48,7%.

“Apesar de perder força em relação ao crescimento observado no trimestre encerrado em outubro, a expansão de 2% na população ocupada é a maior para um trimestre encerrado em janeiro. Esse crescimento ainda tem influência do fim de ano, já que novembro e dezembro foram meses de crescimentos importantes”, afirmou Adriana Beringuy, analista da pesquisa.

Informalidade

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado subiu 3,6% em relação ao trimestre anterior, o que representa um aumento de 339 mil pessoas.

Já os trabalhadores por conta própria sem CNPJ aumentaram em 4,8% no mesmo período, totalizando 826 mil pessoas a mais. Os trabalhadores domésticos sem carteira, após crescerem 5,2% frente ao trimestre anterior, somam 3,6 milhões de pessoas.

“A perda de força no crescimento da ocupação vem principalmente da menor expansão na indústria, no comércio e na construção. E em relação à posição na ocupação, o trabalhador por conta própria e o empregado no setor privado sem carteira permanecem sendo aqueles que estão contribuindo mais para o crescimento da ocupação no país”, disse a pesquisadora.

Com isso, a taxa de informalidade no trimestre encerrado em janeiro foi de 39,7%.

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Pesquisa

A pesquisa é realizada em 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios. O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados.

Existem outros números sobre desemprego, apresentados pelo Ministério da Economia, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Os dados são mais restritos porque consideram apenas os empregos com carteira assinada.

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