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Inflação acelera e tem alta de 0,83% em maio, maior taxa para o mês desde 1996

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (9) pelo IBGE

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (9), mostraram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,83% em maio, 0,52 ponto percentual acima da taxa de abril, que registou alta de 0,31%. Esse é o maior resultado para um mês de maio desde 1996, quando a inflação foi de 1,22%.

No acumulado de 12 meses até maio chegou a 8,06%. No ano, a alta de preços atingiu 3,22%.

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Com o aumento da inflação, o mercado financeiro segue prevendo a alta da taxa Selic, que regula os juros no país, em 5,57% ao ano no fim de 2021. Na próxima quarta-feira (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciará a sua decisão.

“O IPCA veio muito alto. Nesse patamar vai começar a bater nos juros mais fortes. Se disseminou em grande medida o aumento de preços”, afirmou o economista-chefe da Nécton, André Perfeito.

Com a alta da energia elétrica de 5,37%, o grupo habitação foi o de maior impacto no índice geral.

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Em maio, passou a vigorar a bandeira tarifária vermelha patamar 1, com custo de R$ 4,169 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. Entre janeiro e abril, estava em vigor a bandeira amarela, que é relativamente mais barata.

Em 2020, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) fechou aos 4,52%. O percentual ficou acima do centro da meta, que era de 4% mas dentro do intervalo de tolerância de 2,5% para 5,5%.

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