“Isso é tudo politicagem”, diz Mourão sobre briga entre Doria e Bolsonaro

Mônica Calazans (54), que trabalha há oito meses na linha de frente no combate ao vírus, foi a primeira brasileira a receber a dose da Coronavac

Na manhã desta segunda-feira (18), o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou que a briga entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, em torno das vacinas contra a Covid-19 é “tudo politicagem”.

Quando foi questionado sobre a declaração de Pazuello, que afirmou no domingo (17) que Doria descumpriu o pacto federativo e o contrato com o Ministério da Saúde ao vacinar a primeira pessoa no país antes do início do Plano Nacional de Imunização, Mourão disse, “Ah, isso aí eu não vou entrar nesse detalhe. Isso aí tudo é politicagem. Eu não entro na politicagem. O meu caso aqui, você sabe que eu lido com as coisas de forma objetiva. Isso aí eu deixo de lado”, exclamou Mourão.

Mourão defendeu ainda que as doses do imunizante sejam aplicadas na população o mais rápido possível.

“Ah, é lógico. Estão sendo distribuídas as vacinas hoje. A ideia é que, a partir de quarta-feira (20), diferentes estados comecem a vacinar. É óbvio que este primeiro lote, ele vai permitir 15%, 20% daquele grupo 1, mas a partir daí começam a chegar aqueles outros lotes. Eu julgo, aí, pelos cálculos que estão sendo feitos, que em abril a gente entra em um outro modo contínuo de vacinação e, consequentemente, né, numa situação melhor para o Brasil como um todo”, apontou.

A campanha de vacinação havia sido marcada para começar apenas na quarta-feira (20). Nesta segunda-feira, em evento simbólico em Guarulhos (SP) para marcar o início da campanha, Pazuello, pressionado, afirmou que a vacinação nacional contra o vírus começará às 17h00 de hoje em todos os Estados.

Anvisa

Mourão disse que a Anvisa realizou um “excelente” trabalho ao aprovar o uso emergencial de duas vacinas.

“Gente, há 3 meses, vocês são testemunhas, o que que eu falei? Que nós íamos ter vacina, que a vacina seria aprovada, a Anvisa fez um excelente trabalho. Tem duas vacinas aprovadas, tem vacina contratada para até o final do ano vacinar 70% da população brasileira, e, consequentemente, a gente chegaria numa situação, ao fim deste ano, com liberdade de manobra em relação a esta pandemia”.

O vice-presidente reforçou o discurso da diretoria colegiada da agência, neste domingo, ao falar sobre a necessidade de manutenção dos cuidados sanitários mesmo com o início da aplicação das doses.

“Faço minhas as palavras do Almirante Barra Torres, ontem, quando ele disse que não é porque a pessoa tomou a vacina hoje que amanhã pode tá na rua aí, sem as medidas de proteção. O próprio ministro Pazuello falou isso na semana passada, leva um tempo para a vacina fazer seus efeitos, e consequentemente é seguir dentro das regras que foram estabelecidas, os diferentes grupos”.

“E o principal, que vem depois, é a gente resolver a situação econômica do país, de modo que a gente consiga retomar uma situação melhor de emprego para o nosso povo. E o país entre num ciclo de crescimento. É isso que a gente tá esperando”, concluiu.

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