Jair Bolsonaro afirma que não admitirá contagem “secreta” de voto do TSE

Bolsonaro reafirmou ter prova de que Aécio ganhou as eleições de 2014 contra a ex-presidente Dilma Rousseff

Nesta quinta-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, durante entrevista à Rádio Banda B, de Curitiba, que “não pode admitir que meia dúzia de pessoas tenham a chave criptográfica de tudo e, de forma secreta, contem votos numa sala secreta lá no Tribunal Superior Eleitoral”.

Bolsonaro afirmou que deverá fazer demonstração com auxílio de um hacker, na próxima semana, que houve fraude nas eleições de 2014.

“Na semana que vem, na quinta ou na sexta, nós vamos apresentar aqui o que aconteceu no segundo turno por ocasião das eleições de 2014. Aécio Neves e Dilma. Vai ser bastante objetiva para todos entenderem da inconsistência e vulnerabilidade, temos aí várias ciências e podemos falar em probabilidade”.

Ele comparou a contagem minuto a minuto a um jogo de cara ou coroa ou ganhar sozinho na Mega Sena de forma consecutiva.

“Em 2014, o TSE disponibilizou a apuração minuto a minuto. Isso de 231 vezes, são 231 minutos. Então você comprava só ali, claramente, que houve uma interferência externa. Não estou acusando servidores do TSE. Não posso admitir que meia dúzia de pessoas tenham a chave criptográfica de tudo e, de forma secreta, contem votos numa sala secreta lá no Tribunal Superior Eleitoral. Isso não é admissível. A própria Constituição fala em contagem pública dos votos. O que eu tô querendo: transparência. Nada mais além disso. Não podemos terminar as eleições de 2022 e o povo aí ficar na dúvida, será que esse cara ganhou? Será que o processo foi limpo, foi transparente?”, justificou.

O mandatário disse que tem provas de que ganhou as eleições de 2018 em primeira tudo. Ele disse que vai demonstrar em parte e que está aguardando mais dados.

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Desde 2019, Bolsonaro tem dito que houve fraude nas urnas, mas nunca apresentou provas. Além disso, voltou a acusar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, de articular e interferir contra a aprovação do voto impresso.

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