Leitos de UTI destinados a pacientes graves serão desmobilizados no DF

Após alerta de segunda onda de Covid-19, se encerrou na manhã da última segunda-feira (30), o contrato de seis meses com a Organização Aparecidense de Terapia Intensiva (Oati), responsável pelos 20 leitos de UTI no Hospital de Base

Na última segunda-feira (30), durante coletiva de impressa virtual, o secretário de saúde, Osnei Oskumoto, afirmou que o GDF está preparado para enfrentar uma possível segunda onda da Covid-19. Porém 20 leitos de UTI destinados a pacientes graves com doença serão desmontados no Hospital de Base. No mesmo dia em que foi realizada a coletiva de impressa, acabou o contrato de seis meses com a Organização Aparecidense de Terapia Intensiva (Oati), responsável por 20 leitos de UTI.

A empresa terceirizada informou à coluna Grande Angular que, às 16h05 dessa segunda-feira, todos os leitos da Oati estavam ocupados “A empresa conta com 20 pacientes internados, sendo oito em hemodiálise, 17 em ventilação mecânica, dois em ventilação mecânica não invasiva (VNI) e um em ar ambiente”.

Segundo a terceirizada, 10 pacientes podem ter a vida em risco caso precisem ser retiradas de lá. “Quanto ao recolhimento dos leitos da Aparecidense, não vemos possibilidades enquanto houver pacientes internados, independentemente da existência de contrato, haja vista o compromisso e a responsabilidade com a vida dessas pessoas”.

Contrato

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As recomendações para o contrato da empresa foram feiras pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Em junho, a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) emitiu um novo documento, recomendando ao Instituto de Gestão de Saúde (Iges-DF) a anulação do termo aditivo ao contrato com a Organização de Terapia Intensiva para a instalação de mais 20 leitos de UTI, no valor diário de R$ 5 mil.

Nota da Secretaria de Saúde

A Secretaria de Saúde informou que, no pronto socorro do Hospital de Base, foram montados 46 leitos de UTI para tratamento da Covid-19.

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A pasta ressaltou que o Plano de Desmobilização prevê a manutenção dos 26 leitos restantes a partir desta terça-feira (1), em função do fim do contrato com a Aparecidense, que era responsável pelos outros 20 leitos.

“No Hospital de Base, ficarão apenas os pacientes que necessitam de atendimento com perfil específico para aquela unidade, como pacientes com Covid-19 que precisem de acompanhamento específico da neurocirurgia, cirurgia cardíaca ou de outra especialidade que não esteja disponível no HCPM ou na rede contratada”.

A Secretaria de Saúde também informou que a taxa de utilização de leitos de UTI para Covid-19 está próxima a 30%. “Todos leitos contratados devem oferecer sempre hemodiálise”.

O Iges-DF disse que o contrato com a Oati será encerrado nesta terça-feira. “Os pacientes que ainda estão nos leitos serão devidamente transferidos para leitos disponíveis, de acordo com critérios do Complexo Regulador da Secretaria de Saúde do DF”.

O Iges-DF informou que os pacientes estáveis serão transferidos para leitos do hospital de Base e ao HCPM. Já pessoas em estado grave irão permanecer nos leitos até que seja possível fazer a mudança.

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No último domingo (29), foram registrados 627 novos casos de Covid-19 e cinco óbitos. Durante a pandemia, o DF registrou 3.930 óbitos. Das 229.146 pessoas infectadas, 218.482 se recuperaram.

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