Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, em sessão para julgar a liminar que pede o afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Lewandowski vota a favor da Copa América, mas cobra plano contra Covid-19

Em seu parecer, Lewandowski requer que o governo federal divulgue e apresente um “plano compreensivo e circunstanciado” sobre estratégias e ações que está colocando em prática para a realização segura da Copa América

Na madrugada desta quinta-feira (10), o Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar ações contra a realização da Copa América no Brasil. Os três primeiros votos, proferidos por Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello e Cármen Lúcia, autorizam a realização da competição em meio à pandemia.

Ricardo Lewandowski votou favor da realização da Copa América, mas cobrou do governo federal um plano de segurança contra a Covid-19. Relator da ação apresentado pelo PT, o ministro acatou parcialmente o pedido.

“O anúncio, que poderia ser motivo de júbilo e comemoração, acabou causando compreensível perplexidade em diversos setores da sociedade brasileira, seja porque foi feito de inopino, já que tornado público a menos de 15 dias do início do evento, seja porque o Brasil ainda enfrenta uma grave crise epidemiológica decorrente do surto da Covid-19, a qual, no curto espaço de pouco mais de um ano, já causou cerca de 474 mil vítimas fatais”, destaca.

Lewandowski cita a Liga dos Campeões, Jogos Olímpicos de Tóquio e Libertadores para justificar a decisão.

“Não desconheço que em vários outros países alguns torneios esportivos têm sido, paulatinamente, retomados. Há poucos dias foi encerrada a prestigiosa disputa da Liga dos Campeões da UEFA. Por sua vez, os Jogos Olímpicos de Tóquio 2021 acontecerão em breve, entre os dias 23 de julho a 8 de agosto do corrente ano. Aqui, inclusive, estão sendo disputados a Copa do Brasil, o Brasileirão e os jogos da Copa Libertadores da América, todos da temporada 2021”.

Por razões diferentes, Colômbia e Argentina desistiram de receber as delegações de dez países participantes da competição. Mesmo com o descontrole da doença, o Governo Federal e a CBF aceitaram o pedido da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para receber o torneio.

Leia também:
Falta de saneamento básico causa mais de 273 mil internações em 2019

Na quarta-feira (9), a Conmebol divulgou um protocolo para a realização da Copa América no Brasil, estabelecendo diretrizes para que o torneio aconteça com respeito às medidas de prevenção à Covid-19.

No documento, as recomendações vão dos itens mais simples, como aferição da temperatura e controle da delegação para detectar os primeiros sinais dos sintomas, além dos testes RT-PCR a cada 48h00. Há também recomendação para que as delegações evitam banhos nos vestiários.

Na segunda-feira, Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, disse que os jogadores que vão disputar a Capa América não serão obrigados a tomar vacina contra a Covid-19 para disputa da competição.

Print Friendly, PDF & Email