Lira defende que o Congresso não pode autorizar o pagamento do auxílio emergencial sem definir corte de gastos

Lira defende que o Congresso não pode autorizar o pagamento do auxílio emergencial sem definir corte de gastos

A liberação orçamentaria da nova proposta está sendo conduzida pelo Executivo e pelo Congresso

Mesmo declarando há algumas semanas que o país não conseguiria custear uma nova distribuição do auxílio emergencial, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou uma nova rodada do benefício. Já Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, defendeu nesta terça-feira (23), que o Congresso não aprovar o pagamento do auxílio sem definir cortes de gastos.

O governo não revelou quais serão os valores das parcelas, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que deve começar com a quantia de R$ 250 e finalizar com R$ 200, valor compatível ao que os cadastrados no Bolsa Família receberão.

Leia também:  Nesta quarta-feira, DF recebe 25,5 mil doses da vacina da AstraZeneca

Em live promovida pelo Valor Econômico, o presidente da Câmara disse que o Congresso não deve fazer nada que cause ultrapassagem do teto de gastos, por uma causa mais do que justificável como é o auxílio, sem realizar nenhum corte de despesa.

O presidente da Casa indicou que quatro meses seria um período “perfeito”. “A gente tem que afinar o discurso por quem paga a conta, né. Nós todos sabemos que ele é necessário agora”, disse.

“Só não pode fazer o blefe e o pagamento do blefe como aconteceu com o auxílio de R$ 600, que foram importantíssimos para a economia do Brasil. Temos agora que ser responsáveis, fazer um ajuste fino, e dar uma perspectiva de inclusão social”, assinalou.

Bolsa família

Leia também:  Ibaneis decreta lockdown no DF a partir de segunda-feira das 20h00 às 5h00

Lira também falou da ampliação do Bolsa família. Ao longo do ano passado, parlamentares e integrantes da equipe econômica do governo federal discutiram o Renda Brasil e o Renda Cidadã, que iria substituir o Bolsa Família, mas não chegaram a um consenso.

Para ele, o atual sistema “aprisiona” os beneficiários. “Desde o ano passado que a gente defende um sistema inclusivo e permanente, em substituição ou em aprimoramento ao Bolsa Família. Em muitas situações no Brasil, o dinheiro é colocado e fica represado sem cumprir nenhuma função social”, disse.

“Então, um auxílio ou um programa inclusivo, onde a pessoa tem a oportunidade de sair dele, tentar arranjar um emprego formal, e voltar para ele se por acaso for demitido, é o modelo ideal”, afirmou.

“O sistema, hoje, de transferências de renda é um sistema que aprisiona o cidadão que recebe, porque ele não pode se aventurar a ter um emprego formal, senão não volta para o programa. E o cara não vai, ele não arrisca ganhar um salário mínimo para perder R$ 190 que pode ser a subsistência de alimento para a sua família”, prosseguiu.