Lira e Pacheco, novos presidentes da Câmara e Senado, vão priorizar pautas econômicas e vacina

Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL) vão pedir ao presidente Jair Bolsonaro mais agilidade no aceso à vacina contra a Covid-19 e obediência a critérios científicos no combate à pandemia

Nesta quarta-feira (3), os novos presidentes do Senado e da Câmara, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Arthur Lira (PP-AL), apresentaram medidas que consideram prioritárias para o país, como um auxílio financeiro para a população pobre e assinaram um documento em que reforçam a intenção de dar agilidade à vacinação contra a Covid-19.

“Assegurar, de forma prioritária, que todos os recursos para aquisição de vacinas estejam disponíveis para o Poder Executivo e que não faltem meios para que toda a população possa ser vacinada no prazo mais rápido possível; e que a peça orçamentária a ser votada garanta que cada brasileiro terá a certeza de que o dinheiro do seu imposto estará disponível para sua vacina”, afirma o documento lido por Pacheco e Lira.

Essa noite, os novos presidentes devem se reunir para discutir a instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO), que não funcionou em 2020 por causa de um impasse envolvendo Lira e o então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na próxima terça-feira (9), eles vão se reunir com líderes das duas Casas para tratar de pautas em comum.

“Hoje o início de uma caminhada em conjunto da Câmara e do Senado para apresentar soluções efetivas para os problemas do Brasil”, disse o novo presidente do Senado.

Economia

Os novos presidentes anunciaram que vão pedir um prazo para a apresentação dos relatórios da reforma tributária e da proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial, que cria mecanismo de controle de despesas públicas para União, estados e municípios.

No documento que leram, Pacheco e Lira reforçam que pretendem encontrar maneiras de auxiliar financeiramente os setores pobres, que ainda sofrem com efeitos econômicos da pandemia. Ressaltaram também o compromisso com a manutenção do teto de gastos.

“O Senado Federal e a Câmara dos Deputados manifestam que trabalharão de forma conjunta, harmônica e colaborativa em todos os temas que possam facilitar e ajudar os brasileiros na superação do drama da pandemia, incluindo, sobretudo, a análise das possibilidades fiscais para, respeitando o teto de gastos, avaliar alternativas de oferecer a segurança financeira através de auxílio emergencial”, afirmaram os presidentes do Senado e da Câmara.

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