Decotelli pediu demissão após instituições desmentirem atuação do professor 

Em menos de uma semana do anúncio do presidente Jair Bolsonaro que Carlos Decotelli seria o novo ministro da educação, o professor entregou sua carta de demissão antes mesmo de tomar posse. Decotelli apresentou currículo que foi desmentido por instituições do Brasil e do exterior.

Decotelli afirmou que o motivo principal de sua demissão foi a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ter afirmado que ele não foi pesquisador ou professor na instituição.  “Prof. Decotelli atuou apenas nos cursos de educação continuada, nos programas de formação de executivos e não como professor de qualquer das escolas da Fundação”, informou a instituição, em comunicado oficial.

“A estrutura pela qual a destruição da continuidade veio pelo fato da construção fake da FGV divulgar que eu nunca fui professor da FGV. Então, essa informação fez com que o presidente me chamasse e dissesse que: ‘Se até a FGV, onde o senhor trabalha há 40 anos ministrando cursos, vários alunos têm seu nome impresso nos certificados, está negando que o senhor é professor da FGV, então, é impossível o governo continuar sendo questionado das inconsistências em seu currículo’. O que, portanto, tornou inviável minha permanência”, afirmou Decotelli.

Os nomes mais cotados para a substituição de Decotelli é o do professor e reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Ribeiro Correia. A nomeação dele conta com o aval de militares e da ala ideológica do governo. Correia tem um perfil técnico, como se quer no governo, e um currículo robusto. Por sinal, todas as informações sobre Correia foram checadas para não se repetir a desmoralização em relação a Decotelli.

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