Melhora no saneamento básico faz Brasília subir sete posições no ranking nacional

Capital federal passou da 27ª para a 20ª posição no Ranking do Saneamento. Índice de atendimento de água é de 99% e de esgoto 89,48% dos habitantes do DF. Caesb investiu 1,26 bi nos últimos cinco anos para aumento da disponibilidade de água

De acordo com dado divulgado pelo Instituto Trata Brasil nesta semana, Brasília passou da 27ª para a 20ª posição no Ranking do Saneamento. O Ranking 2021 considera os 100 maiores municípios brasileiros, utilizando a estimativa populacional do IBGE de 2019. Foram analisados 12 indicadores a nota final é resultado da média aritmética ponderada deles.

A companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) é responsável pelo abastecimento de água e pela coleta e tratamento de esgoto no DF.

Brasília ocupa posição de destaque nos principais indicadores de saneamento das capitais. No indicador de atendimento total de água, o índice obtido foi de 99%. No indicador de atendimento total de esgoto mostra que 89,48% dos habitantes do DF têm coleta de esgoto.

Brasília alcança 82,28%, quando o índice analisado é a porcentagem do esgoto tratado por água consumida. Luiza Brasil, superintendente de Planejamento e Modernização Empresarial da Caesb, explica que o SNIS considera uma metodologia diferente ao calcular o tratamento de esgotos e que o índice utilizado pelo Trata Brasil compara o volume de água consumido, subtraído do volume de água tratada exportado, com o volume total de esgotos tratados. “Quando comparamos o volume de esgoto coletado e tratado, o índice atingido pela Caesb chega a 100%”, comemora Luiza.

Com relação ao índice de perdas, houve uma redução de 34,49%, em 2018, para 32,10%, em 2019. Elton Gonçalves, gerente de Gestão de Perdas da Caesb, explica que houve adequação no cálculo desse indicador, seguindo o que já vem sendo praticado por outras companhias de saneamento.

“Em linha com os indicadores de perdas do SNIS e da International Water Association (IWA), que consideram que volumes fornecidos para áreas carentes devem ser contabilizados como autorizados não faturados, a Caesb adequou a contabilização do ‘Consumo Autorizado Não Faturado’. Neste sentido, a empresa deixou de atuar na realização de cortes em áreas que estão em processo de regularização, passando a considerar esses consumos como autorizados não-faturados e não mais como perdas”, esclarece Elton.

Carlos Eduardo Borges, diretor de Operação e Manutenção da Caesb, explica que a universalização dos serviços de água e de esgotos é meta prioritária para a Caesb. Segundo ele, os investimentos na ordem de R$ 1,26 bi nos últimos cinco anos tiveram como foco o aumento da disponibilidade de água para atendimento à população.

“Construímos as Estações de Tratamento de Água (ETAs) do Lago Norte e do Gama, com tecnologias de ultrafiltração. Juntas, elas proporcionaram 1.020 L/s de acréscimo na produção. O sistema Corumbá, prestes a ser inaugurado, permitirá o aumento de mais 1.400 L/s”, afirma o diretor. Ele cita, ainda, que, com relação ao esgotamento sanitário, a Companhia está investindo em áreas que não possuíam sistemas coletores de esgotos, como Sobradinho II, Sol Nascente, Park Way, entre outras áreas. “O planejamento e a consequente execução dos projetos acima citados colocam a Caesb em uma posição de destaque no cenário nacional”, comemora Carlos Eduardo.

Com informações da Caesb

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