Ministério da Saúde admite ineficácia de cloroquina

Medicamentos como hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina e ivermectina, não devem ser usados contra a Covid-19

O Ministério da Saúde admitiu, em documentos enviados à CPI da Covid-19, essa semana, que medicamentos que compõem o chamado “kit covid”, que é defendido por Jair Bolsonaro, são ineficazes contra o vírus.

“Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados, sendo eles: hidroxicloroquina ou cloroquina, azitromicina, lopinavir/ritonavir, colchicina e plasma convalescente. A ivermectina e a associação de casirivimabe + imdevimabe não possuem evidência que justifiquem seu uso em pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados nessa população”, diz documento.

Hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina e ivermectina, entre outros medicamentos, não devem ser usados contra a Covid, porque não apresentaram benefícios clínicos, afirmou nota técnica de 27 de maio da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde da pasta.

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Os medicamentos para tratamento precoce foram defendidos por apoiadores do governo e indicados pelo aplicativo do Ministério da Saúde, TrateCov, em Manaus (AM) em janeiro, na crise de oxigênio.

A CPI da Covid apura a existência de um gabinete paralelo ao Ministério da Saúde que influenciou o atraso na compra das vacinas, o favorecimento de laboratórios e a compra de medicamentos “kit covid” sem eficácia.

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