Mortes de idosos por Covid-19 caem 85% no DF, após vacinação

Segundo o secretário de Saúde do DF, Osney Okumoto, a redução, em todas as faixas etárias, está associada diretamente ao início do processo de vacinação

De acordo com dados da Secretaria de Saúde, desde o início da vacinação contra a Covid-19 no Distrito Federal, em janeiro de 2021, até junho, a quantidade de mortes de idosos caiu 85%.

Em fevereiro foram registrados 38 óbitos de idosos, em junho, o número de mortes caiu para seis. Em março, o segundo mês mais legal da pandemia, com 1.191 mortes, 20 idosos com mais de 80 anos morreram. Em abril, foram 18 óbitos. Em maio, 16 pessoas idosos morreram.

Em março, idosos com mais de 70 anos passaram a ser imunizados. A taxa de óbitos mensal, que ficava em torno de 40 vítimas, em junho caiu para oito.

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Em abril, no pico da pandemia, pessoas com idade entre 65 e 69 anos foram as que mais morreram. Foram registradas 71 mortes de idosos nessa faixa. Em junho, foram 11 mortes.

Segundo o secretário de Saúde, Osney Okumoto, a redução, em todas as faixas etárias, está associada diretamente ao início do processo de vacinação, o que reforça a importância da vacina no enfrentamento ao coronavírus.

“Estamos verificando um avanço significativo na redução de internações e na diminuição do número de óbitos, deixando claro o valor da vacinação, independentemente de qual vacina esteja sendo aplicada”, diz Okumoto.

Segundo a secretária-adjunta de Assistência à Saúde, Raquel Beviláqua, o reflexo da vacinação, principalmente entre os mais velhos, é percebido nas UTIs. “Houve queda na taxa de ocupação desse público e inversão do que era observado antes da vacinação. Hoje, a maioria das internações por complicações em decorrência do coronavírus se dá no público mais jovem”, diz ela.

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Raquel chama a atenção para a importância da vacinação e a complementação com a segunda dose, para quem não for imunizado com a vacina da Janssen.

“Se já chegou a sua idade, não deixe de vacinar. Vale destacar, mais uma vez, que a melhor vacina é a disponível nos pontos de vacinação”, diz a secretária-adjunta.

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