Mourão anuncia o novo Plano Amazônia 21/22, que irá substituir o Operação Verde Brasil 2

Forças Armadas atuam no combate ao desmatamento na Amazônia desde maio do ano passado. O governo federal decidiu retirar os militares da região a partir de 1º de maio

Nesta quarta-feira (10), o vice-presidente Hamilton Mourão anunciou o novo Plano Amazônia 21/22, que prevê a retirada de militares da Amazônia a partir de 1º de maio. Durante a 4ª reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal (Cnal), que é presidido por Mourão, o vice-presidente disse que, no lugar da Verde Brasil 2, o conselho passa a trabalhar sobre o Plano Amazônia 21/22, que terá a “colaboração das agências de fiscalização dos ministérios da Justiça, Meio Ambiente, Agricultura e gabinete de Segurança Institucional (GSI).

“Nós levantamos que 70% do desmatamento e dos crimes ambientais, vamos colocar assim, ocorrem em 11 municípios. Sete estão localizados no Pará, um em Rondônia, dois no Amazonas e um no Mato Grosso. Foram elencados como as áreas prioritárias. Esse foi o eixo principal que norteou nosso Plano Amazônia”, comentou Mourão.

Ao falar sobre o resultado da Verde Brasil 2, Mourão disse que entre 1 de junho do ano passado e 31 de janeiro deste ano, houve uma redução de 19% no desmatamento, quando comparado ao mesmo intervalo anterior. “No período anterior, havia sido 7.900 metros quadrados de desmatamento. Neste período foram 6.400 m²”, disse o vice-presidente. “A nossa meta é aquela colocada no Acordo de Paris. Em 2030, não pode ter mais desmatamento ilegal”.

Mourão disse que o governo trabalha em parceria com o BNDS para estabelecer uma nova “métrica” que ajuda a apurar os resultados das ações do governo no setor, mas não deu mais informações sobre a métrica que seria. “Estamos propondo uma métrica que está sendo analisada junto com o BNDES, e esse trabalho será feito no mês de março, para fechar o planejamento estratégico”.

Na terça (9), Mourão foi excluído de uma reunião no Palácio do Planalto. Perguntado sobre o motivo de não ter recebido o convite, o vice-presidente respondeu: “Não fui convidado, não fui chamado. Então, acredito que o presidente julgou que era desnecessária a minha presença”.

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