Mourão mostra confiança em Pacheco e Lira e afirma que para 2021 o foco é orçamento

Após Bolsonaro entregar aos presidente do Senado e Câmara uma lista de projetos prioritários, Mourão afirma que a prioridade deve ser o orçamentos

Nesta manhã (4) o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou que a prioridade do governo para 2021 é o orçamento. O comentário foi feio em relação à uma lista de 36 projetos prioritários que estão em tramitação no Congresso Nacional. A lista foi entregue na quarta-feira (3) por Jair Bolsonaro (sem partido), para o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

“O Ministério da Economia está se movimentando. Número 1 é orçamento: claro que, se não aprovarem orçamento, não anda nada. O ministério também colocou a PEC Emergencial como importante. E aí aquelas questões que vão ser muito debatidas: parte tributária e administrativa. Tem o pacto federativo também. Tem bastante coisa aí para ser trabalhada”, elencou Mourão.

Durante o encontro com Arthur Lira, e Rodrigo Pacheco no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo destacou 27 matérias de âmbito econômico e nove da agenda de costumes. Do total, 19 tramitam na Câmara, sendo 13 econômicas e seis de costumes. Outras 17 pautas se concentram no Senado: 14 econômicas e três de costumes.

Entre elas estão, estão a proposta que prevê para militares a autorização para matar em suposta ação de legítima defesa, porte de armas para qualquer tipo de pessoa, privatização da Eletrobrás, Bolsonaro defende também a educação domiciliar “Homeschooling”. Outro projeto polêmico que o presidente quer ver aprovado altera o Estatuto do Índio para criminalizar práticas de infanticídio.

Em relação a reforma tributária, que tramita na forma de duas propostas de emenda à Constituição (PEC 45/2019 na Câmara e PEC 110/2019 no Senado), Mourão afirma ser uma questão de urgência.

“Olha, eu não tenho bola de cristal e nem uma visão maior disso aí. Na minha opinião, a questão tributária é mais urgente do que a questão administrativa”, pontuou.

Mourão se mostrou satisfeito com Lira e Pacheco, e aposta da competência deles, “Ambos (Lira e Pacheco) se apresentaram como comprometidos em fazer o avanço da pauta, que é necessária para solucionar a questão fiscal, ou pelo menos encaminhar a questão. A nossa baixa produtividade está muito influenciada pelo famoso custo Brasil”.

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