MPF denuncia hacker por invadir a intranet do Senado Federal e divulgar dados

Os crimes aconteceram no ano passado, quando o investigado obteve dados e acesso ao e-mail de um servidor público. Suspeito pode ser condenado a até 10 anos de reclusão

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou um hacker por invadir a intranet do Senado Federal e divulgar os dados obtidos em contas das redes sociais Twitter e YouTube. O ataque ocorreu após a obtenção de dados e acesso ao e-mail de um servidor público. O processo tramita sob segredo de justiça. Caso o investigado seja condenado, poderá cumprir até 10 anos de reclusão.

Segundo a denúncia, ao acessar os sistemas internos da casa legislativa, o hacker fez um vídeo “expondo a fragilidade de segurança da rede”.

Os crimes ocorreram no ano passado, quando o investigado, por meio da prática de phishing, obteve dados de um servidor do Senado, o que possibilitou o acesso ao sistema da Intranet do órgão e ao correio eletrônico do trabalhador.

O Ministério Público Federal argumenta ainda para que não haja acordo de não persecução penal, previsto na Lei Anticrime, quando acusados de crimes com penas de até quatro anos de reclusão deixam de responder a processo se confessaram a prática do delito ainda durante a fase inicial de investigação policial.  

Para a promotoria, a medida não se aplica ao caso já que o crime foi “praticado de forma reiterada” e o denunciado já havia sido condenado em outra ocasião “por conduta semelhante”.

O MPF opinou, em nota enviada junto à denúncia, “pela impossibilidade de realização de acordo de não persecução penal, já que o crime foi praticado de forma reiterada, tendo o denunciado inclusive já sido condenado em outra ocasião por conduta semelhante”.

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