No Distrito Federal, primeira etapa de imunizações contra a covid-19 deve terminar até o fim da semana

O primeiro grupo prioritário inclui profissionais que atuam na linha de frente do combate à doença, indígenas, idosos e pessoas com deficiência que vivem em instituições de acolhimento

Chegou no domingo (24), 41,5 mil doses da vacina AstraZeneca/Oxford, ao Distrito Federal. As doses serão importantes para concluir a vacinação do primeiro grupo prioritário, que inclui profissionais que atuam na linha de frente do combate à doença, indígenas, idosos e pessoas com deficiência que vivem em instituições de acolhimento. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que pretende finalizar, até sexta-feira (29), a vacinação contra a Covid-19 desse grupo. 

A Comissão de Vacinação informou que durante essa segunda -feira (25), será dada mais informações sobre o plano de distribuição da vacina da AstraZeneca. Apesar da previsão para o término desse primeiro grupo, não há data para aplicação de doses em outros públicos. Na semana passada, o DF já havia recebido 106.160 doses da CoronaVac, que precisa ser aplicada em duas doses em um intervalo de 15 a 28 dias.

O plano de imunização a ser seguido para aplicar a vacina da AstraZeneca é outro, o imunizante também precisa ser aplicado em duas doses, mas o intervalo entre a primeira e a segunda é maior, de oito a 12 semanas. Segundo o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Alexandre Garcia, a SES-DF pretende usar todas as 41,5 mil vacinas recebidas no domingo na aplicação da primeira dose, e aguardar um novo carregamento para a segunda aplicação.

“Com a chegada da AstraZeneca, que poderemos usar a totalidade como primeira dose, vamos conseguir completar o primeiro grupo com atendimento de todos os profissionais da rede pública e ainda os que estiverem atuando em hospitais privados”, afirma o subsecretário de Atenção Integral à Saúde, Alexandre Garcia.

Fraude nas aplicações

Na semana passada, mais de 15 mil pessoas foram vacinadas com a primeira dose da CoronaVac. Porém foram denunciadas diversas irregularidades envolvendo a aplicação do imunizante em servidores da saúde que estão fora do grupo prioritário definido pela pasta.

As acusações chegaram ao conhecimento do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), e a partir de agora a Secretaria de Saúde solicitou aos gestores de cada unidade de saúde, pública e privada, uma lista com identificação do servidor, com nome completo, CPF e local de trabalho de quem compõe o grupo prioritário. 

A infectologista do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) Joana Darc Gonçalves, pede que as pessoas respeitem a fila. “Cada um tem de ter a consciência que existe um programa de imunização que leva em consideração o risco de infecção da doença. É necessário ter um pouco mais de paciência. Se a gente não cuidar de quem cuida da gente, quem vai cuidar?”

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