Nomeações de políticos do DF devem reforçar relação entre o Planalto e o GDF

Nomeações de políticos do DF devem reforçar relação entre o Planalto e o GDF

Nomeação de Flávia Arruda para chefia da Secretaria de Governo e Anderson Torres para o Ministério da Justiça traz a expectativa de uma relação mais próxima do Executivo federal com o GDF

Na segunda-feira (29), o presidente realizou uma reforma ministerial com seis trocas no primeiro escalão do governo. Dois nomes da política do Distrito federal foram anunciados pelo presidente. Anderson Torres, da Secretaria de Segurança Pública para o Ministério da Justiça; e da deputada federal Flávia Arruda (PL-DF) para a chefia da Secretaria de Governo, confirmam que as recentes mudanças no cenário, como a eleição de Arthur Lira (PP-AL) para presidência da Câmara, fortaleceram atores do cenário local.

Com esses nomes ligados ao poder do Distrito Federal fica claro que essas mudanças dão forças para o governo local e devem facilitar o trânsito para pleitos do DF com o Palácio do Planalto. Essas indicações reforçam a postura do govenador Ibaneis Rocha (MDB) de evitar desentendimentos com o presidente.

Para André Rosa, cientista político, a chegada de dois nomes do DF aos ministérios consolida lideranças da capital em posição de destaque no cenário nacional. “Isso é interessante para o DF, porque o coloca em altos postos do poder. É bom para o DF para termos players no âmbito federal no mais alto escalão e estimula outras lideranças a buscar ocupar esses espaços”.

Ele destaca que a posição ocupada por Flávia Arruda pode facilitar a busca por investimentos para a capital. “O DF vai conseguir ter acesso maior às lideranças. A Segov é importantíssima para o DF porque hoje, pela forma como estão distribuídos os recursos para os estados, governadores precisam de contato com o Governo Federal para conseguir mais”, observa. “A postura do governador também vai nesse caminho. Há divergências, mas há um entendimento e alinhamento de ambas as partes, o que pode ser bom para Ibaneis conseguir recursos para Brasília e mais agendas com o Planalto”.

Substituto

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Anderson Torres, que antes comandava a secretaria de Segurança Pública, foi chamado para o Ministério da Justiça. Ele defendeu que ficasse à frente da pasta o secretário executivo, Júlio Danilo Souza Ferreira. A manutenção de um nome próximo ao agora ministro é um sinal de que o diálogo entre as pastas local e nacional seguirá aberto. 

Na Câmara dos Deputados, Flávia Arruda será substituída por Laerte Bessa (PR). Ele deixou a Câmara em 2018 e chegou a ser cotado para assumir um cargo no governo Ibaneis, mas ficou fora do quadro.

Flávia Arruda estava na presidência da Comissão do Orçamento, o que já abriu portas para que o DF conseguisse emplacar recursos na previsão do Governo Federal. Entretanto o texto do grupo presidido por ela foi aprovado na semana passada, e um novo presidente já seria eleito em breve para comandar as discussões para a peça de 2022.