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São Serafim de Sarov

Como cristão ortodoxo russo, foi uma alma bastante devota e presente, tendo seu espírito reconhecido e visto ainda em vida, sendo já muito respeitado. Por isso, foi de grande ajuda e sabedoria, uma força extraordinária.

08/06/2024 às 09h00
Por: Pedro Fagundes de Borba
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São Serafim de Sarov; Collections Getarchive
São Serafim de Sarov; Collections Getarchive

Dizer sobre Serafim de Sarov nos faz ver todo um lado dos cristãos não muito vistos e conhecidos no ocidente. Embora maioria dos santos conhecidos seja ocidental, há muitos outros que não são. E que possuem culturas, jeitos de ser e aspectos que levam as ideias cristãs para outros lados, fazem com que vejamos outros aspectos. Pois questões culturais e presenças estão ali marcadas, dando diferenças e nos fazendo ver como outras vertentes cristãs agem e pensam. 

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No caso, falo de São Serafim de Sarov, santo russo, canonizado pela Igreja Ortodoxa Russa. Que se tornou um dos santos mais venerados do país, sendo muito cultuado e respeitado pelos ortodoxos. Foi, principalmente, um monge.  Primeiro no mosteiro de Diveyevo, mas ficou mais tempo como monge nos bosques, em 1793. Lá vivia em uma cabine. Uma vez, foi espancado e quase morto por ladrões enquanto cortava lenha, ficando com um grave problema de coluna, andando encurvado o resto da vida. Os ladrões não encontram dinheiro, apenas um ícone de Maria.

Mais tarde, em 1815, torna-se um Staréts, que recebia peregrinos e ouvia suas confissões, se tornando alguém que dava conselhos e estava lidando com essas pessoas, vendo de que maneira podia lidar com elas e melhorar aspectos por elas trazidos. Ficou conhecido em toda a Rússia, por seus dons de cura e profecia. Tornou-se um líder e guia espiritual muito respeitado ainda em vida, fazendo com que pudesse perceber e estar presente com muitas pessoas, tal com um Starets, sendo este guia. Estando muito próximo de Deus e atento aos espíritos que a ele chegavam, foi muito respeitado e visto pelos espíritos encarnados de sua época. 

Como santo, é canonizado pelo Patriarcado de Moscou, sede da Igreja Ortodoxa. Porém, não foi canonizado, ainda, pelo Vaticano. É venerado e querido por muitos católicos, entretanto. Como cristão ortodoxo russo, foi uma alma bastante devota e presente, tendo seu espírito reconhecido e visto ainda em vida, sendo já muito respeitado. Por isso, foi de grande ajuda e sabedoria, uma força extraordinária. Apesar de sua canonização no ocidente, continua sendo alguém admirável, para que se possa também dar conselhos e ajudar pessoas. Quando o desamparo e as injustiças são grandes, souber ser conselheiro é de vital importância. Assim, o mundo poderá ter alguns lampejos. 

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