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PCDF deflagra operação e prende líderes de organização criminosa

A investigação teve início no dia 22 de outubro de 2023 quando um idoso, morador da QND em Taguatinga, foi vítima do grupo e permaneceu no celular sob ameaça dos autores por 20 horas.

20/06/2024 às 11h52
Por: Agência 2CNews Fonte: PCDF
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Divulgação/PCDF
Divulgação/PCDF

Na quinta-feira (20), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) , por meio da 17ªDP, com apoio das Polícias Civis do do Rio de Janeiro e Santa Catarina, deflagrou a Operação Policial “Rael”. A ação teve o objetivo de desarticular uma organização criminosa dedicada a prática de extorsões com o golpe do “falso sequestro”. Dois líderes do grupo foram presos em razão do cumprimento a mandados de prisão preventiva.

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A investigação teve início no dia 22 de outubro de 2023 quando um idoso, morador da QND em Taguatinga, foi vítima do grupo e permaneceu no celular sob ameaça dos autores por 20 horas. Um integrante do grupo criminoso, que foi à casa da vítima buscar os cartões bancários, joias e objetos de valor, foi preso em flagrante. O autor, ao ser inquirido, afirmou que seus comparsas eram de outro estado da federação e só tinha contato com eles através da internet para prestar contas e remeter os objetos recolhidos para uma agência dos Correios no Rio de Janeiro.

As investigações foram aprofundadas e constatou-se existência de uma engenhosa rede criminosa, com diversos núcleos, liderada por três indivíduos com aprofundado conhecimento em informática, que utilizavam seu conhecimento para esconder seus rastros na internet. Os líderes eram responsáveis pela compra de dados de potenciais vítimas em “painéis” disponíveis na internet e depois repassavam os dados para seus comparsas entrarem em contato com as vítimas.As ligações para as vítimas eram feitas por presos recolhidos no regime semiaberto do Estado do Rio de Janeiro, no Instituto Penal Plácido Sá Carvalho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, no Rio de Janeiro/RJ.

Assim que os presos conseguiam convencer alguma vítima, eles repassavam as informações aos líderes que mantinham grupos de “entregadores” no Estados de Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Acre, Mato Grosso do Sul, Ceará, Bahia, Pernambuco, Espírito Santo e Distrito Federal.

As vítimas eram orientadas a colocar cartões bancários e objetos de valores em sacolas que eram recolhidas pelos “entregadores”, que faziam saques e transferências enquanto a vítima ainda era mantida na linha sob ameaça dos autores presos. Ao fim os entregadores ainda remetiam os objetos de valor e joias para uma agência dos Correios em Niterói/RJ, onde eles eram recolhidos pelos líderes do grupo.

O principal líder do grupo já havia sido preso pela Polícia Civil de São Paulo (PCSP), dentro do Sistema Prisional do Rio de Janeiro no ano de 2007, enquanto extorquia vítimas do Estado de São Paulo. Desde então ele se especializou nesse tipo de golpe e criou essa variação do golpe com apoio local, aprendeu a ocultar seus rastros na internet e ainda criou uma empresa de revenda de joias para destinar os objetos recolhidos na residência das vítimas.

Em um dos grupos criados pelos golpistas era divulgado um manual de como excluir rastros deixados na internet. Apesar de toda essa sofisticação, após diversas diligências de alta complexidade, foi possível identificar dez integrantes do grupo, dentre eles os presos responsáveis pelas ligações, os “entregadores” do Distrito Federal e todos os líderes.

Após a conclusão investigação os líderes da organização criminosa tiveram suas prisões preventivas decretadas pela 1ª Vara Criminal de Taguatinga, que também determinou o sequestro valores e expediu dez mandados de busca e apreensão que estão sendo cumpridos em Santa Maria/DF, Florianópolis/SC, Angra dos Reis/RJ e Rio de Janeiro/RJ. Outro envolvido, também líder do grupo, está foragido.

Os autores irão responder pelos crimes de extorsão, organização criminosa e lavagem de capitais, podendo ser condenados até 31 anos de prisão, já os valores sequestrados revertidos para sanar o prejuízo causado as vítimas.

Assessoria de Comunicação/DGPC

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