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Saúde Primeiro Autoteste

OMS Pré-Qualifica Primeiro Autoteste para Hepatite C

Expansão do Acesso à Testagem e Tratamento

10/07/2024 às 11h10
Por: Agência 2CNews
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Rovena Rosa/Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a pré-qualificação do primeiro autoteste para hepatite C, um avanço significativo na detecção da doença. O produto, denominado autoteste OraQuick HCV e fabricado pela OraSure Technologies, é uma adaptação de um teste rápido previamente qualificado para uso profissional. A nova versão foi desenvolvida especificamente para ser utilizada por pessoas leigas e vem com um kit completo contendo todos os componentes necessários para realizar o autoteste de maneira fácil e eficaz.

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Em 2021, a OMS passou a recomendar o uso de autotestes para a detecção da hepatite C como um complemento aos serviços tradicionais de testagem. Essa recomendação foi baseada em evidências que demonstram que o autoteste pode ampliar significativamente o acesso e a utilização dos serviços de testagem, especialmente entre indivíduos que, de outra forma, não seriam testados. A facilidade e a conveniência do autoteste têm o potencial de identificar mais casos de hepatite C e, consequentemente, aumentar a taxa de tratamento.

Os dados da OMS revelam a gravidade da situação: diariamente, 3,5 mil pessoas morrem no mundo devido às hepatites virais. Entre os 50 milhões de pessoas que vivem com hepatite C, apenas 36% foram diagnosticadas e 20% tiveram acesso ao tratamento até o final de 2022. Esses números alarmantes destacam a necessidade urgente de estratégias eficazes para aumentar a testagem e o tratamento, e o autoteste OraQuick HCV surge como uma ferramenta vital para enfrentar esse desafio.

Para a OMS, a pré-qualificação do autoteste OraQuick HCV representa um passo crucial na luta contra a hepatite C. A entidade acredita que o autoteste oferece uma forma segura e efetiva de expandir a testagem, permitindo que mais pessoas sejam diagnosticadas e tratadas precocemente. Com isso, espera-se reduzir significativamente a morbidade e mortalidade associadas à hepatite C, contribuindo para a meta global de eliminar a doença como uma ameaça à saúde pública até 2030.

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