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GDF Inaugura Primeira Residência Terapêutica para Pacientes com Transtornos Mentais Graves

Nova unidade acolherá 10 mulheres egressas de internações psiquiátricas, promovendo a reinserção social

10/07/2024 às 14h32
Por: Agência 2CNews
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Agência Brasília
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O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta quarta-feira (10), a primeira residência terapêutica destinada ao acolhimento de adultos com transtornos mentais graves e persistentes. O novo espaço irá abrigar 10 mulheres pacientes egressas de internações de longa permanência em hospitais psiquiátricos que não possuem moradia, suporte financeiro, social ou laços familiares que permitam outra forma de reinserção social. A iniciativa visa construir progressivamente a autonomia dessas pacientes nas atividades diárias, respeitando seus direitos como cidadãs.

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A residência terapêutica é parte de uma estratégia de desinstitucionalização da Rede de Atenção Psicossocial pública, complementando a rede extra-hospitalar e substituindo a internação de longa duração no Sistema Único de Saúde (SUS). A governadora em exercício ressaltou a importância desse projeto dentro do planejamento estratégico da saúde pública, especialmente considerando o aumento dos casos de transtornos mentais agravados pela pandemia. "O governador Ibaneis Rocha determinou um planejamento estratégico para todas as áreas da saúde, e a saúde mental nos preocupa muito", afirmou.

A secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, anunciou que a expectativa é introduzir as pacientes na nova residência já na próxima semana. Além disso, uma segunda unidade de mesma capacidade será entregue em breve para acolhimento de pacientes do sexo masculino. A meta do GDF é alcançar o acolhimento de 100 pessoas em diferentes espaços e localidades. Até sexta-feira (12), todos os profissionais contratados para a gestão da residência serão capacitados para oferecer apoio diário aos pacientes, incluindo cuidadores 24 horas, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, cozinheiros e profissionais de serviços gerais.

A oferta do serviço está alinhada com a Lei 10.216/2001, que protege os direitos das pessoas com transtornos mentais. Fernanda Falcomer, diretora de Serviços de Saúde Mental, detalhou que os residentes seguirão uma rotina doméstica supervisionada, promovendo a convivência comunitária e proporcionando um ambiente estruturado e acolhedor para o tratamento contínuo.

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