Para Bolsonaro perpetuar auxílio emegencial é “caminho para insucesso”

Paulo Guedes, ministro da Economia, afirmou que governo não pretende prorrogar o auxílio emergencial, mas em caso de uma segunda onda, a área econômica está preparada para reagir

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse em uma visita a Foz do Iguaçu (PR), nesta terça-feira (1), que perpetuar o auxílio emergencial é um “caminho para o insucesso”.  A ala política do governo tem feito apelos para que o auxílio emergencial seja prorrogado por mais dois ou três meses em 2021.

“Alguns querem perpetuar tais benefícios. Ninguém vive dessa forma. É o caminho certo para o insucesso e temos que ter a coragem de tomar decisões. Ratinho, você como chefe do Executivo [local], tenho certeza que muitas vezes você fica preocupado, logicamente, com a decisão que vai tomar. Mas Marito, pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão. Nós temos que decidir, temos que operar pelo nosso povo, pelo nosso país”, disse ao governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD).

O presidente viajou ao Paraná para visitar as obras de construção da Ponte da Integração, ao lado do presidente do Paraguai Mario Abdo Benítez. A estrutura, cujas obras começaram em 2019, vai ficar na fronteira com o Paraguai e a ideia é que desafogue o fluxo na Ponte da Amizade. “Vejo ali humildes funcionários, trabalhadores. Estão aí demonstrando felicidade em trabalhar. Nada mais dignifica o homem do que trabalho, Marito. É o que nós precisamos. Nós temos internamente os nossos problemas, ajudamos o povo do Brasil com alguns projetos por ocasião da pandemia, você fez o mesmo no Paraguai”.

Durante a cerimônia, o chefe do executivo ressaltou boa relação com o país.  “O nosso excelente relacionamento só pode produzir frutos como esse. É orgulho para todos nós estar participando dessa obra de integração Brasil-Paraguai. Paraguai não é nosso vizinho: é nosso irmão. Estou muito honrado, Marito, mais uma vez, comparecer aqui e te encontrar aqui. Você é um presidente que se preocupa e trabalha de fato pelo seu povo e tem como lema democracia e liberdade, bens maiores que qualquer povo pode esperar um dia”.

Programa social

O programa social Renda Cidadã, que iria substituir o programa Bolsa família, ainda é indefinido. Hoje, o Bolsa Família atende 40 mi de pessoas, que recebem, em média, R$ 190 a custo de pouco mais de 30 bi aos cofres públicos. Sendo assim, os brasileiros estão sem programa de assistência quando acabar o pagamento do auxílio emergencial.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo não pretende prorrogar o auxílio emergencial, concedido desde maio para desempregados e trabalhadores informais em razão da pandemia do coronavírus. Paulo Guedes afirmou que a área econômica está preparada para reagir “se houver uma segunda onda”.

Na segunda-feira (30), o presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que não há possibilidade de se renovar o estado de calamidade pública e o auxílio emergencial. “O que tínhamos para gastar de forma urgente, já foi gasto”.

Ao ser questionado sobre a prorrogação do auxílio, concedido devido à pandemia do coronavírus, Maia disse que a decisão cabe ao governo. “Isso é problema do governo, só que não haverá PEC da Guerra mais. Essa acaba dia 31”.

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