Parlamentares e partidos se aliam para derrubar veto do congelamento de salários

Negociação conta com a Frente Parlamentar Mista de Serviço Público que diz já ter fechado com as bancadas do PDT, PV, Rede e PSB, contando ainda com o apoio do PT

Publicado no dia 28 de maio no Diário Oficial da União a lei que prevê o socorro aos estados e municípios durante a pandemia do novo coronavírus. O presidente Bolsonaro sancionou a lei porém com alguns vetos, entre eles o texto que previa o aumento salarial para servidores até 2021.

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Com menos de uma semana sancionada a oposição já articula para derrubar o veto do congelamento dos salários e ainda conta com aliados do governo para tal feito. Quem está na negociação é a Frente Parlamentar Mista de Serviço Público que diz já ter fechado com as bancadas do PDT, PV, Rede e PSB, contando ainda com o apoio do PT.

O deputado Carlos Veras (PT-PE) chegou a apresentar um projeto de lei complementar que tenta revogar o artigo que impede o aumento de salários por até 18 meses . O projeto servirá como um plano B, caso o veto não seja derrubado.  

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O capitão Augusto (PL-SP) comentou que, “Acho que, no fundo, o Bolsonaro aprova o reajuste. Ele só vetou por conta do Paulo Guedes”.

O veto segue sem data para avaliação pelo Congresso. Líderes do Centrão, que entraram recentemente na lista de aliados de Bolsonaro, dizem que, apesar do apelo dos servidores, estão dispostos a votar pela manutenção do veto por conta do impacto fiscal dessa medida. Segundo a equipe econômica, o congelamento deve gerar economia de cerca de R$ 130 bilhões para o setor público nos próximos 18 meses.

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