Entrevista coletiva do ministro da economia, Paulo Guedes

Paulo Guedes volta à defender contrapartida fiscal para renovar auxílio emergencial

O ministro da Economia afirma que congelar salário de servidores renderia aos cofres públicos “Um total de R$ 150 bilhões”

Em podcast publicado nesta terça-feira (2) pelo Primocast, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender as contrapartidas na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de Guerra. A proposta discutida no congresso, prevê o congelamento dos salários dos servidores públicos, para nova rodada do auxílio emergencial.

O Congresso e a equipe econômica vêm se chocando com essa pauta. Deputados e senadores resistem em a votar medidas de contenção de despesas, como o congelamento de salários de servidores públicos por três anos, em troca de renovar o benefício, e tentam aprovar a PEC descartando a necessidade de contrapartida fiscal, porém o ministro, Paulo Guedes, insiste que o país entrará em colapso sem essa medida.

De acordo com Guedes, a única compensação fiscal sugerida pela equipe econômica foi o congelamento do salário de servidores públicos por um ano.

“A única contrapartida que pedimos foi essa. Sabe quanto seria isso [para os cofres públicos]? Um total de R$ 150 bilhões. Ficar sem aumento o ano passado e este. Para onde foram esses R$ 150 bilhões? Estados, municípios, hospitais públicos e hospitais universitários”, afirmou.

Na ocasião, Paulo Guedes ressaltou que é necessário sacrifícios. “Tem o caminho da direita e o caminho da esquerda. Sem conotação ideológica, por acaso é a verdade. Toma aqui o dinheiro da saúde, mas então vai um sacrifício: vamos ficar sem aumento de salário durante um ano? É uma contribuição do funcionalismo, porque no setor privado milhões de pessoas iam perder o emprego”, frisou o ministro.

Guedes afirma que aprovar a PEC sem contrapartidas é repetir erros cometidos no passado, pois assim o endividamento seria passado de geração pra geração, “Isso seria caótico para o Brasil. Tentou empurrar o custo para gerações futuras. Os juros começam a subir, acaba o crescimento econômico, começa a confusão de endividamento em bola de neve, confiança dos investidores desaparece, interrompe geração de emprego e renda, aumenta o desemprego”, sustentou.

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