Pazuello diz que Bolsonaro não pediu cargo e continua como ministro da Saúde

Assessoria de imprensa do Ministério da Saúde afirmou que Pazuello segue no cargo e não enfrenta problemas de saúde. Deputados do Centrão pressionam a substituição de Pazuello

Em meio a rumores de que iria entregar o cargo de ministro da Saúde, Eduardo Pazuello afirmou na noite de domingo (14) que segue no comando da pasta e que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não pediu para que o general do Exército entregue o cargo.

De acordo com informações do jornal O Globo, o ministro Pazuello pediu para sair apontando problemas de saúde, Pazuello disse a Bolsonaro que tem problemas cardíacos e que não se recuperou 100% das sequelas da Covid-19. O atual ministro foi diagnosticado com Covid-19 no ano passado e ficou internado em razão da doença. Mesmo após se recuperar e retomar o trabalho, chegou a relatar a auxiliares próximos sentir fadiga e dores.

Porém, por meio de sua assessoria de imprensa, Pazuello negou: “Não estou doente, o presidente não pediu o meu cargo, mas o entregarei assim que o presidente pedir. Sigo como ministro da Saúde no combate ao coronavírus e salvando mais vidas”.

Em nota o Ministério da Saúde esclarece: “esclarecemos, ainda, que Pazuello se encontra em perfeito estado de saúde e não há nenhum pedido de demissão do ministro ao presidente da República”.

Rumores

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Ministros próximos ao presidente Jair Bolsonaro confirmaram ao Metrópoles o movimento de troca, mas disseram que o processo pode levar alguns dias. A atuação do ministro é criticada em razão do agravamento da crise sanitária no país causada pela pandemia de Covid-19.

Em entrevista à Folha de S.Paulo publicada no sábado, o presidente do conselho que reúne os secretários estaduais de saúde, Carlos Lula, afirmou que ele e os colegas perderam a paciência com o general. Os estados enfrentam um cenário de colapso hospitalar em curso ou iminente no País.

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Ainda de acordo com o Metrópoles, a pressão para a saída do ministro foi muito forte e se intensificou depois de reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na tarde de sábado (13), no Palácio da Alvorada.

Troca

O nome defendido pelos deputados do Centrão, bloco de partidos da base aliada do governo na Câmara, para o lugar de Pazuello é a médica cardiologista Ludhmila Hajjar.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que é uma das principais lideranças do grupo, disse em uma rede social que o enfrentamento da pandemia “exige competência técnica” e “capacidade de diálogo político” e que enxerga essas qualidades em Ludhmila.

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No domingo (14), Bolsonaro se reuniu com Ludhmila Hajjar, no Palácio da Alvorada. Ela é cotada para a vaga de Pazuello. O encontro ocorreu por volta das 15h20. A Secretaria Especial de Comunicação Social confirmou a agenda de Bolsonaro com a especialista.

Sobre a troca de ministros, Arthur Lira disse que torce para a cardiologista, “Espero e torço para que, caso seja nomeada ministra da Saúde, consiga desempenhar bem as novas funções. Pelo bem do país e do povo brasileiro, nesta hora de enorme apreensão e gravidade. Como ministra, se confirmada, estarei à inteira disposição”.

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