PCDF deflagra operação que prendeu militares do Exército por fraudar certificados de armas

Ao todo, estão sendo cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em Samambaia, Ceilândia, Riacho Fundo, Planaltina, Cidade Estrutural, Núcleo Bandeirante, Gama e Luziânia (GO)

Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), com a ajuda do Exército Brasileiro, a operação Cricket. A ação prendeu nove suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em fraudar documentos de posse e porte de armas de fogo, chamado de Registro de Arma de Fogo a Caçadores (CACs). Ao todo, estão sendo cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em Samambaia, Ceilândia, Riacho Fundo, Planaltina, Cidade Estrutural, Núcleo Bandeirante, Gama e Luziânia (GO). Participaram da operação 150 policiais civis e 15 militares da Polícia do Exército (PE).

O grupo era composto por militares da ativa do Exército Brasileiro que eram integrantes do Sistema de Fiscalização de Produtos de algumas Organizações Militares. As fraudes ocorriam no DF, Goiás e Tocantins. A polícia vai apurar o número de certificados que teriam sido forjados.

Segundo investigações, a intenção era fazer a concessão ou revalidação dos Certificados de Registros (CR) de CACs e do Certificado do Registro de Arma de Fogo (CRAF) a pessoas que não preenchiam os requisitos legais.

A investigação apontou que 18 pessoas faziam parte do grupo de facilitava a posse, porte e comercialização clandestina de armas no DF e em Goiás para criminosos.

“Tão logo notamos o envolvimento de militares, contatamos o Exército Brasileiro, que nos municiou com outras informações e robusteceu a investigação. Infelizmente, a apuração demonstrou que criminosos conseguiram autorização para a compra e a venda de armas de fogo e munições, bem como registros de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, burlando o Sistema de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército Brasileiro”, disse o delegado Fernando Cocito, diretor da DRF.

Segundo o delegado, o grupo era dividido em cinco funções.

1 – Os militares e despachantes que eram responsáveis por burlar o sistema de fiscalização de Produtos Controlados concedendo os registros de forma ilegal.

2 – Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs): indiscriminadamente e de forma absolutamente ilegal, promovem caçadas ilícitas, maculando espécies protegidas da fauna brasileira; portam, sem qualquer controle dos órgãos de fiscalização, armas de fogo durante o dia e à noite em todo o território nacional; vendem, cedem e emprestam armamentos

3 – Armeiros – que modificavam o armamento adquirido pelo grupo criminoso.

4 – Fraudador – Fornecia certificados falsos de prática de tiros e exame de conhecimento para supostos caçadores, atiradores e colecionadores.

5 – Negociante – responsável por vender e repassar, de forma ilegal, os armamentos adquiridos organização criminosa.

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