PF deflagra nova fase da operação Lava Jato após fim da força tarefa de Curitiba

Três mandados são cumpridos em São Paulo, em um escritório na Avenida Faria Lima e em duas casas no Morumbi

Nesta quinta-feira (11), a Polícia Federal deflagrou a Operação Pseudeia, 80ª fase da Operação Lava Jato e a primeira após o fim da força-tarefa de Curitiba. Essa fase, segundo as investigações, apura pagamento de U$ 1 mi em contas estrangeiras por meio de contratos falsos com um estaleiro. A investigação é fruto do desdobramento das apurações iniciadas pela Operação Acarajé (23ª fase ostensiva), na qual se comprovou que um representante de estaleiro estrangeiro, além de ter efetuado pagamentos ilícitos no exterior para agentes públicos e maqueiros políticos.

De acordo com as investigações, o pagamento aconteceu a pedido de João Vaccari Neto, então tesoureiro do PT. A PF informou que as investigações apontam que houve tratativas para um segundo pagamento de U$ 600 mil, em 2014, mas que não foi realizado porque os investigados tiveram receio de serem flagrados pela Lava Jato.

A Investigação tem como objetivo esclarecer os motivos pelos quais os pagamentos foram efetuados e rastrear a destinação do dinheiro no Brasil.

Investigação

o caso é desdobramento da operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato, que prendeu o marqueteiro João Santana responsável pelas campanhas presidenciais do PT em 2006, 2010 e 2014, e sua esposa, Monica Moura. A polícia indicava que o casal era suspeito de receber pagamentos que somavam US$ 7,5 mi feitos por um engenheiro apontado como operador de propinas da Petrobras, por meio de offshores ligadas à Odebrecht.

Operação Pseudea

A operação recebeu esse nome por se referir, na mitologia grega, ao espírita da mentira, a qual faz alusão ao nome do investigado e ao emprego dos expedientes falsos para justificar os recebimentos de valores no exterior.

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