PF investiga tráfico internacional de drogas em aviões da FAB

Polícia Federal deflagrou a operação Quinta Coluna, aberta para investigar trafico de drogas usando aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) à Europa, também está sendo investigado esquema de lavagem de dinheiro

Na manhã desta terça-feira (2), a Polícia Federal deflagrou a operação Quinta Coluna, aberta para investigar uma associação criminosa que traficou drogas usando aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) à Europa. As investigações também apuram um esquema de lavagem de dinheiro. Há indícios de que pelo menos mais uma remessa de drogas foi enviada à Espanha.

Segundo a PF, estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e dois mandados que restringem a comunicação dos investigados. Os alvos também foram impedidos de deixar o Distrito Federal, por determinação judicial. A Justiça Federal do Distrito Federal ainda determinou o sequestro de imóveis e veículos dos suspeitos. Militares da FAB também participam do cumprimento das medidas.

A identidade dos envolvidos ainda não foram divulgadas, mas segundo o G1 durante a operação, os agentes apreenderam drogas na casa de um dos suspeitos. As penas previstas para os crimes de associação ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro vão de 3 a 10 anos de prisão.

Investigação

Em 2019, o sargento brasileiro Manoel Silva Rodrigues, foi preso com 37 kg de cocaína em um avião da comitiva presidencial, quando pousou no aeroporto de Sevilha, na Espanha. O avião dava suporte à missão presidencial, e fazia uma escala na Espanha. Rodrigues atuava como comissário de bordo em voos oficiais da Aeronáutica.

No ano passado, o militar fez um acordo com a promotoria espanhola e cumpre pena de seis anos e um dia de prisão. O tempo de pena é menor do que o da condenação anterior, de oito anos. Rodrigues também foi condenado a pagar uma multa de 2 milhões de euros, cerca de R$ 9,5 mi.

Em relação à lavagem de dinheiro, as investigações apontam “diversas estratégias do grupo criminoso” para ocultar os bens obtidos por meio do tráfico de drogas, “especialmente a aquisição de veículos e imóveis com pagamentos de altos valores em espécie”, disse a PF.

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