Brasília - O Conselho de Ética da Câmara arquivou duas representações (12/17 e 13/17) contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) por quebra do decoro (Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agencia Brasil)

PGR apura pagamento em espécie feito por Eduardo Bolsonaro na compra de dois apartamentos em 2011 e 2016

Para apurar o caso foi aberta uma investigação preliminar. Se houver indícios de lavagem de dinheiro será aberto um inquérito no STF

Foi aberto uma apuração preliminar pela Procuradoria-Geral da República (PGR), analisando dois pagamentos feitos por Eduardo Bolsonaro(PSC-SP), em 2011 e 2016, quando o deputado realizou a compra de dois apartamentos na zona sul do Rio de Janeiro, em dinheiro vivo.

A investigação foi aberta com base em uma reportagem publicada pelo jornal O Globo, em que escrituras públicas foram analisadas afirmando que Eduardo Bolsonaro pagou R$150 mil em parte dos apartamentos. O procedimento foi informado em uma manifestação da instituição no Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (18).

A investigação foi pedida por um advogado ao STF, justificando a abertura da investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro. Ao ser consultado pelo Supremo sobre as acusações, o procurador-geral da República, Augusto Aras, destacou que os advogados não têm competência para solicitar a abertura de investigação contra parlamentares com foro privilegiado, como é o caso de Eduardo.

Augusto Aras afirma que caso exista elementos que comprovem lavagem de dinheiro um inquérito será aberto, “Caso, eventualmente, surjam indícios razoáveis de possíveis práticas delitivas por parte do requerido, que teve seu primeiro mandato como deputado federal iniciado em 1º de janeiro de 2015, será requerida a instauração de inquérito neste Supremo Tribunal Federal”, escreveu Aras.

Na reportagem, a primeira compra é de um apartamento em Copacabana, realizada em 2011, foi registrada no valor de R$ 160 mil, sendo pagos desse valor R$ 50 mil em dinheiro vivo. Na segunda compra, em 2016, Eduardo teria adquirido um apartamento de R$ 1 milhão, e pago R$ 100 mil em “moeda corrente no país”, ou seja, dinheiro vivo.

Print Friendly, PDF & Email