PIB do Brasil cresce 7,7% no 3º trimestre

O crescimento de 7,7% no 3º trimestre foi o maior já registrado desde que o IBGE iniciou os cálculos do PIB trimestral, em 1996. Até então, a maior taxa tinha sido a do 3º trimestre de 1996 (4,3%), no entanto esse crescimento é insuficiente para recuperar as perdas provocadas pela pandemia

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 7,7% no 3º trimestre, na comparação com os três meses imediatamente anteriores, confirmando a saída do país da chamada “recessão técnica”, que é o recuo do PIB por dois ou mais trimestres consecutivos. Os dados foram fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (3).

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Dois trimestres seguidos de queda do nível de atividade (registradas no 1º e 2º trimestres deste ano) representam uma recessão técnica, que foi superada de acordo com os números do IBGE.

“O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,7% no terceiro trimestre, na comparação com o segundo trimestre, maior variação desde o início da série em 1996, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas provocadas pela pandemia. Com o resultado, a economia do país se encontra no mesmo patamar de 2017, com uma perda acumulada de 5% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2019”, informou o IBGE. Nos dois primeiros trimestres de 2020 as quedas do PIB foram de 1,5% e 9,7%, assim ainda não houve recuperação total das perdas.

Com o resultado, a economia do país se encontra no mesmo patamar de 2017, com uma perda acumulada de 5% de janeiro a setembro em relação ao mesmo período de 2019. O crescimento de 7,7% no 3º trimestre foi o maior já registrado desde que o IBGE iniciou os cálculos do PIB trimestral, em 1996. A maior taxa tinha sido a do 3º trimestre de 1996 (4,3%).

Resultado do PIB no 3º trimestre

Agropecuária: -0,5% , Indústria: 14,8%, Indústria extrativa: 2,5%, Indústria de transformação: 23,7%, Construção civil: 5,6%, Serviços: 6,3%, Comércio: 15,9%, Consumo das famílias: 7,6%, Consumo do governo: 3,5%, Investimentos: 11%, Exportação: -2,1%, Importação: -9,6%.

“Houve uma recuperação no terceiro contra o segundo trimestre, mas, se olharmos a taxa interanual, a queda é de 3,9% e no acumulado do ano ainda estamos caindo, tanto a indústria quanto os serviços. A agropecuária é a única que está crescendo no ano, muito puxada pela soja, que é a nossa maior lavoura”, destacou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

De acordo com o IBGE, a forte reação do PIB no terceiro trimestre teve sustentação principalmente pelos expressivos gastos do governo com auxílios e medidas de transferência de renda. A recuperação, no entanto, foi marcada pela heterogeneidade, com diversos segmentos ainda enfrentando dificuldades para voltar à normalidade, sobretudo atividades do setor de serviços.

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