Polícia Civil do DF deflagra operação contra grupo acusado de fraude milionária

Grupo atuava no ramo alimentício (cereais) e criava empresas de fachada para possibilitar a sonegação fiscal

Na manhã desta quarta-feira (9), a Polícia Civil do Distrito federal deflagrou a operação Joio de Tolo, que objetiva desarticular um grupo criminoso que atua no ramo de grãos, integrado por produtores rurais, corretores de cereais e sócios de empresas de fachada que teriam realizado fraudes tributárias. A operação é um desdobramento da Operação Arenae, que investiga esquema de sonegação de impostos no Distrito Federal e pode ter causado um prejuízo de R$ 500 mi aos cofres públicos. Foram executados 31 mandados de busca e apreensão emitidos pela Vara Criminal e Tribunal do Júri de São Sebastião. As buscas ocorrem em oito cidades de quatro unidades da federação: Distrito Federal, Minas Gerais, Goiás e São Paulo.

A operação Joio de Tolo teve como alvo principal o núcleo de corretores da organização, que contribuiu para o esquema criminoso de sonegação fiscal. O grupo realizava a negociação das mercadorias, interligando os produtores e empresários, operando a logística para transporte e ofertando mercadoria com menor preço para o núcleo empresarial.

Modus operandi

O modo de operação do grupo é constituir empresas fantasmas, conhecidas como “noteiras”, e usá-las como intermediárias na transação entre os produtores rurais e empresários, emitindo notas fiscais falsas e deixando de recolher o tributo devido, o que gera grande passivo tributário aos cofres distritais.

De acordo com a PCDF, as medidas visam à consolidação e robustecimento dos elementos probatórios já coligidos e visa sedimentar a efetiva participação de cada integrante do grupo criminoso e a identificação de bens para futuras medidas restritivas.

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